Um spa natural para os macacos-japoneses

Texto e fotografias Jasper Doest

Neste projecto, quis mostrar estes famosos “macacos da neve” de outra perspectiva, captando as características e as personalidades de cada indivíduo, esperando também com isso que os leitores reflectissem sobre o lugar que esta espécie ocupa na cultura e na conservação.

Os macacos-japoneses vivem mais a norte do que qualquer outro primata não-humano. Na primeira vez que visitei Jigokudani Yaen-koen, fiquei espantado por eles serem tão parecidos connosco. As expressões e comportamentos são fáceis de identificar. Fazem-me lembrar bastante aquilo que vejo quando me olho ao espelho.

Macacos-japoneses tomam um banho quente de Inverno em Jigokudani. As temperaturas atmosféricas são negativas, mas a água está bem acima de 35ºC. Descontraídos pelo calor e vapor emanados da água, os macacos adormecem com frequência no banho.
Um macaco estica a pata para tentar apanhar alimentos atirados para a água por funcionários do parque. Macacos diferentes têm estratégias diferentes: alguns mergulham e nadam debaixo de água; outros, como este, usam as patas para apanhar os alimentos caídos no fundo.
Dois jovens macacos-japoneses abraçam-se, tentando conservar o calor durante o Inverno. Estes animais inteligentes e altamente sociais vivem em três das quatro principais ilhas do Japão.
Durante um nevão no Parque Nacional de Joshin’etsukogen, um macaco-japonês sacode neve e pingas de água enquanto repousa sobre uma rocha emergindo de uma nascente de água quente.
Macacos-japoneses banham-se juntos no parque, cerca de 850 metros acima do nível do mar. Os habitats de altitude elevada como este podem ser inclementes, pois cai aqui um grande volume de neve durante o Inverno. As águas quentes do local parecem proteger e apaziguar muitos destes macacos.

Desde então, já lá voltei oito vezes e permaneci cerca de dois meses e meio na região. Descobri que os macacos começaram a tomar banho numa das nascentes de água quente, na década de 1960. Como isso criou uma situação pouco higiénica para os banhistas humanos, foi construída uma piscina separada para os macacos.

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