Os macacos africanos que gostam do frio

Chamamos-lhes macacos de Gibraltar, mas a sua distribuição é mais ampla. Brincalhões mas contemplativos, ferozes mas tímidos, estes símios do Norte de África são especiais. 

Texto Rachel Hartigan Shea   Fotografia Francisco Mingorance

 

A neve cobre um macaco nas montanhas do Médio Atlas. Os macacos de Gibraltar são os únicos macacos africanos fixados a norte do Saara e uma das poucas espécies do género Macaca capazes de viver em climas frios. 

Não é só a distribuição geográfica que distingue este macaco.

O macaco de Gibraltar é uma espécie particular. É o único primata, se exceptuarmos os seres humanos, que vive no continente africano a norte do Saara e é o único representante do género Macaca fora da Ásia. Outras espécies do género existiram em tempos desde o Leste da Ásia até ao Noroeste de África, mas só o macaco de Gibraltar resistiu às alterações ecológicas e conseguiu subsistir em África.

Um macaco de Gibraltar faz uma pausa para lanchar, depois de brincar com outros membros do bando. Estes macacos comem sementes, erva, folhas novas, bagas e até vermes e répteis.

Não é só a distribuição geográfica que distingue este macaco. Com o seu pêlo alaranjado espesso e olhos inteligentes, estes macacos sem cauda do tamanho de uma criança pequena são há muito cobiçados e capturados pelos viajantes. Foram descobertos vestígios de esqueletos de macacos nas cinzas de Pompeia, nas profundezas de uma antiga catacumba egípcia e enterrados sob uma colina irlandesa onde os reis do Ulster da Idade do Bronze em tempos governaram.

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