Manual de protesto e activismo ambiental

A luta contra um oleoduto inspirou um novo tipo de activismo para o indigenato.

Texto Saul Elbein   Fotografia Erika Larsen

Um sinal em Oceti Sakowin, um dos acampamentos de Standing Rock, mostra as distâncias entre tribos de todo o mundo.

 Em Agosto de 2016, quando as manifestações contra o Oleoduto da Dakota Access começaram a ganhar força, Lewis Grassrope, representante dos lower brule sioux, juntou-se ao movimento de Standing Rock e montou um tipi na planície do estado de Dakota do Norte. “Não havia ali nada para além de capim alto até perder de vista”, lembrou Lewis. “E aranhas com fartura! Eu rezava com elas e nomeava-as minhas protectoras.”

"Estamos a construir alicerces para o que aí vem", explica Krystal Two Bulls, membro dos cheyenne do Norte e dos lakota oglala.

Todos os dias, durante o Verão, desfiles de indivíduos com trajes tradicionais visitavam os acampamentos montados em redor de Cannon Ball, empenhados em apoiar um movimento que se transformara em algo mais do que um protesto contra um oleoduto: era um apelo internacional para a protecção dos direitos dos povos autóctones e dos seus territórios.
O primeiro nevão do Inverno caiu logo depois de uma vitória pírrica: o corpo de engenharia do exército indeferiu o requerimento da empresa Dakota Access para realizar perfurações sob o lago Oahe. O acampamento foi levantado e o número de pessoas presentes diminuiu de dez mil para mil.

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