O tubarão-de-pontas-brancas dominou outrora o mar e povoou os pesadelos dos marinheiros. Agora, está praticamente desaparecido. 

Texto Glenn Hodges   Fotografia Brian Skerry

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Os tubarões-de-pontas-brancas e os peixes-piloto partilham a água, mas a relação dos tubarões com os seres humanos tem sido conturbada. A pesca comercial reduziu significativamente as populações desta espécie, outrora omnipresente.

Quando o documentário “Blue Water, White Death” estreou nas salas de cinema dos EUA em 1971, uma longa sequência em que um grupo de tubarões-de-pontas-brancas se reúne em torno de uma carcaça de baleia centenas de quilómetros ao largo da costa da África do Sul tornou-se rapidamente icónica.

 É uma cena espantosa por duas razões: primeiro, porque os mergulhadores abandonaram a segurança das jaulas para filmarem os tubarões, naquela que terá sido a primeira ocasião em que alguém utilizou essa técnica entre tubarões a alimentar-se; e segundo, porque é uma cena que nunca poderia ser reproduzida artificialmente. É a versão marítima da última fotografia de manadas intermináveis de bisontes à solta nas planícies da América do Norte. “Não conseguíamos contá-los. Eram tantos”, relata Valerie Taylor, mergulhadora do grupo. “Nunca voltará a acontecer, pelo menos durante o nosso tempo de vida. Talvez no futuro, mas duvido.”

Crê-se que o tubarão-de-pontas-brancas terá em tempos sido um dos tubarões pelágicos mais numerosos.

Crê-se que o tubarão-de-pontas-brancas terá em tempos sido um dos tubarões pelágicos mais numerosos. Um manual de referência até os caracterizou como “possivelmente o mais abundante animal de grandes dimensões à face da Terra”. Agora, está praticamente desaparecido devido à pesca comercial e ao negócio das barbatanas de tubarão que, surpreendentemente, recebe pouca atenção científica e preocupação pública. “Aniquilámos a espécie à escala global”, resume Demian Chapman, um dos cientistas que a estudou. “E, contudo, quando falo
em tubarões-de-pontas-brancas, ainda há muitos interlocutores que nem sabem do que estou a falar.”

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Um tubarão-de-pontas-brancas já marcado nada junto da ilha Cat, nas Bahamas, um dos últimos locais onde é fiável encontrar estes tubarões. Antes deste estudo, os cientistas pouco sabiam sobre a espécie.

Quem viu o filme “Tubarão” deve conhecer o tubarão-de-pontas-brancas. Foi provavelmente o tubarão predominante no ataque à tripulação do USS Indianapolis após este ter sido afundado por um submarino japonês. Um acontecimento foi tristemente celebrizado para a posteridade pelo monólogo do comandante Quint sobre a sua experiência como sobrevivente do naufrágio. A última linha resume-o: “1.100 homens entraram na água; 316 saíram e os tubarões ficaram com o resto.”

O problema da narrativa de Quint é que, embora apresente os factos, deturpa seriamente a experiência da tripulação. A verdade é que, dos quase 1.200 tripulantes do Indianapolis, cerca de 900 chegaram à água vivos e a maioria morreu ao enfrentar as provações infernais dos cinco dias seguintes. Apenas 317 sobreviveram.

Um dia, perguntei a Cleatus Lebow, um texano de 92 anos que fora tripulante do navio, qual a pior parte do tempo que passou na água. Cleatus nem deixou terminar a pergunta: “A sede”, respondeu. “Teria dado tudo por um copo de água.”

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Com as barbatanas peitorais semelhantes a asas, o tubarão-de-pontas-brancas está adaptado para deslizar longas distâncias no oceano em busca de presas. Quando descobre algo comestível, examina-o exaustivamente. 

E os tubarões? “Conseguíamos vê-los à nossa volta, mas não nos incomodavam.” Lyle Umenhoffer, de 92 anos, também me disse: “Tínhamos de ficar alerta quando aqueles tubarões estavam por perto e, se se aproximassem demasiado, afastávamo-los com um pontapé. Mas acho que não tive medo deles. Tínhamos outros problemas.”

Quando foram salvos, os sobreviventes estavam dispersos por uma área superior a 250 quilómetros quadrados e os seus relatos foram bastante diferentes. É verdade que, se pudessem falar, os mortos teriam certamente contado outras narrativas, mas nenhum dos homens com quem falei num encontro de sobreviventes no Verão passado – 14 dos 31 sobreviventes remanescentes estavam presentes e entrevistei a maioria deles — colocaria os tubarões à cabeça da sua lista de preocupações durante o suplício. Tecnicamente, Quint tinha razão ao afirmar que os tubarões ficaram com “o resto” – ou seja, os homens que nunca saíram da água – mas a maioria desses homens morreu devido a outras causas: ferimentos, hipotermia, afogamento, desidratação e envenenamento com água salgada. “Vi homens morrerem por causa dos tubarões. Uns quantos”, afirmou o sobrevivente Dick Thelen, de 89 anos. Mas ele viu o dobro ou o triplo das mortes resultantes de ingestão de água salgada. Como uma pessoa presente no encontro me disse, “Quint nem sequer fala na sede”.

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O realizador Joe Romeiro capta um grande plano de um tubarão-de-pontas-brancas ao largo da ilha Cat. A reputação da espécie é exagerada, mas os mergulhadores têm de ser corajosos. Os tubarões não são tímidos. Cumprimentam os intrusos com um encontrão abrupto. 

Pareceu-me importante averiguar bem esta história porque a maneira como ela retrata o tubarão-de-pontas-brancas, celebrizando-o como um assassino voraz e, consequentemente, uma espécie dispensável, pode ter tido consequências danosas. Em terra, o efeito de remoção de predadores dominantes é bem conhecido: cria um caos ecológico. Que efeito teve o quase desaparecimento do tubarão-de-pontas-brancas nos ecossistemas onde estes animais foram em tempos tão dominantes? Não fazemos a menor ideia. Absolutamente nenhuma. Fez-se tão pouca investigação sobre a espécie que a simples tentativa de compreender o seu declínio  é como tentar montar um puzzle com a maioria das peças perdidas. E ao tomarmos erroneamente estes tubarões por vilões, é provável que não sintamos qualquer urgência em encontrar as peças perdidas. Se o Indianapolis naufragasse hoje, a sua tripulação quase certamente não seria incomodada por hordas de tubarões-de-pontas-brancas e isso seria considerado uma boa notícia.

O pioneiro Jacques Cousteau designou o tubarão-de-pontas-brancas como “o mais perigoso de todos os tubarões”, mas mergulhadores com bastante experiência com tubarões costumam ter uma opinião mais matizada sobre a espécie.

O pioneiro Jacques Cousteau designou o tubarão-de-pontas-brancas como “o mais perigoso de todos os tubarões”, mas mergulhadores com bastante experiência com tubarões costumam ter uma opinião mais matizada sobre a espécie. Segundo Stan Waterman, outro mergulhador da expedição “Blue Water, White Death”, o seu mergulho foi especial porque conseguiram ver como o tubarão-de-pontas-brancas se comporta de verdade, comparando esse comportamento com as suas noções preconcebidas. “Foi uma grande experiência de aprendizagem porque não tínhamos a certeza do que aconteceria quando saíssemos das jaulas”, disse.

Descobriram o mesmo que fora relatado pelos sobreviventes do Indianapolis: os tubarões-de-pontas-brancas não são tímidos. Aproximam-se e inspeccionam-nos, mas se nos mantivermos em grupo e os repelirmos, é improvável que ataquem, pelo menos enquanto houver outro alimento na água. “Fomos examinados centenas de vezes por eles”, conta Valerie Taylor. “Depois, decidem que não vale a pena incomodar-nos e vão-se embora.”

O tubarão-de-pontas-brancas é suficientemente grande para ser perigoso e é um tubarão arrojado e persistente.

O tubarão-de-pontas-brancas é suficientemente grande para ser perigoso e é um tubarão arrojado e persistente. O mar aberto é um deserto ecológico e os tubarões-de-pontas-brancas estão programados para gastar o mínimo de energia possível a explorá-lo e o máximo de tempo possível a investigar se aquilo com que se cruzam é bom para comer. Por isso, deslizam pela água com as suas longas barbatanas peitorais e, quando encontram uma potencial fonte de alimento, concentram-se em examiná-la. 

Se os humanos forem o único alimento disponível no local, o tubarão-de-pontas-brancas tornar-se-á um tubarão muito perigoso. Se isso não acontecer, poderá revelar-se sobretudo irritante.

Uma das mais interessantes historietas sobre o comportamento do tubarão-de-pontas-brancas, no entanto, nada tem que ver com naufrágios nem com mergulhadores. Na década de 1950, especialistas que desenvolviam investigação no domínio das pescas no golfo do México foram surpreendidos quando abriram os estômagos de tubarões-de-pontas-brancas e encontraram atuns com 2,5 e 4,5kg no seu interior. A surpresa devia-se ao facto de os tubarões não serem suficientemente rápidos para perseguirem atuns pequenos. Um dia, porém, viram um grande grupo de tubarões-de-pontas-brancas a atravessar um cardume de atuns, à superfície, com as bocas abertas. “Os tubarões não tentaram perseguir ou atacar as centenas de atuns”, relataram os investigadores. “Os tubarões-de-pontas-brancas limitavam-se a esperar, prontos para aqueles momentos em que os atuns nadavam ou saltavam acidentalmente para dentro das suas bocas.”

Gráfico: Fernando G. Baptista e Matthew W. Chwastyk; Lawson Parker. Fontes: UICN; Departamento de Pescas e Aquicultura, FAO; Lucy Howey, Microwave Telemetry, Iinc.

 Actualmente, será difícil observar esse comportamento e a ironia é que os investigadores que gravaram o espectáculo estavam a contribuir para o início do seu fim. “Estavam ali para averiguar que tipos de pescarias comerciais poderiam ser explorados nas águas dos EUA”, conta Julia Baum, especialista em ecologia marinha que comparou os dados da década de 1950 com dados recentes sobre pesca com palangre para avaliar alterações sofridas pelas populações de tubarões-de-pontas-brancas no golfo. “Eles estavam a instalar os palangres para os atuns e os tubarões estavam em todo o lado”, comendo o atum preso nos anzóis e, por vezes, enredando-se nas linhas. “Não sabiam se conseguiriam desenvolver uma pescaria comercial de atum por haver tantos tubarões.”

Os pescadores sugeriram duas soluções: matar os tubarões antes que devorassem o atum capturado e instalar palangres separados para capturar os tubarões. Tinham compreendido que as barbatanas valiam dinheiro. Juntas, estas duas forças (a enorme indiferença pelos tubarões e a crescente procura de sopa de barbatana de tubarão na Ásia) dizimaram as populações globais de tubarões nas últimas décadas, com efeitos particularmente devastadores para os tubarões-de-pontas-brancas.
A investigação de Julia levou-a a concluir em 2004 que as populações de tubarões-de-pontas-brancas tinham diminuído até 99% no golfo do México e, embora o seu estudo tenha sido criticado, outras investigações descobriram declínios dramáticos semelhantes no Atlântico e no Pacífico.

Em 2010, tornara-se evidente que os tubarões-de-pontas-brancas se debatiam com graves dificuldades.

Em 2010, tornara-se evidente que os tubarões-de-pontas-brancas se debatiam com graves dificuldades. As cinco principais organizações de pescas responsáveis pela gestão da pesca de atum e espadarte proibiram os navios de manter quaisquer tubarões-de-pontas-brancas capturados. Em 2013, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies em Perigo (CITES) aplicou restrições severas ao comércio legal das suas barbatanas, bem como as de outras espécies de tubarões.

Resta saber se estas protecções não serão insuficientes e tardias. Muitas populações de peixes ósseos conseguem recuperar rapidamente, porque desovam cedo nos seus ciclos de vida e produzem milhares de ovos de cada vez, mas a maioria dos tubarões atinge lentamente a maturidade sexual e tem ninhadas pequenas a cada um ou dois anos. Estes factores tornam-nos vulneráveis à sobrepesca e propensos à extinção. E, no caso dos tubarões-de-pontas-brancas, “ainda nem sequer sabemos se se reproduzem todos os anos ou a cada dois anos”, afirma o biólogo Edd Brooks. “Como se pode começar a conservação de um animal quando dispomos de tão pouca informação?”

Edd faz parte de uma equipa de investigação que monitoriza e estuda o tubarão-de-pontas-brancas ao largo da ilha Cat, nas Bahamas, desde 2010. “É o último sítio que conhecemos no planeta onde sabemos ser fiável a sua presença em números consideráveis”, afirma. Esta não foi simplesmente a primeira vez que ele ou algum dos seus colegas realizou uma investigação directa e abrangente sobre a espécie. Foi a primeira vez que foi realizada por qualquer pessoa, em qualquer sítio.

A ilha Cat situa-se sobre o rebordo da plataforma continental, trazendo as águas profundas do Atlântico mais perto da costa e sendo, por isso, um local perfeito para encontrar peixes pelágicos de grandes dimensões.

A ilha Cat situa-se sobre o rebordo da plataforma continental, trazendo as águas profundas do Atlântico mais perto da costa e sendo, por isso, um local perfeito para encontrar peixes pelágicos de grandes dimensões. Há cerca de dez anos começaram a circular boatos de que os pescadores estavam a ter dificuldades com o tubarão-de-pontas-brancas, que lhes roubava o pescado.
O fotógrafo Brian Skerry apercebeu-se de uma oportunidade rara e contratou um operador de mergulho para o ajudar a obter fotografias subaquáticas dos tubarões. O seu sucesso conduziu à realização regular de mergulhos. As notícias espalharam-se e a comunidade científica entrou em acção. 

“Este era o projecto que sempre quisemos fazer”, comenta a bióloga Lucy Howey. “Nunca pensámos que viesse a acontecer, porque achávamos que não íamos conseguir encontrá-los.”

A equipa de Lucy, na qual se incluíam Edd e Demian Chapman, colocou transmissores de satélite em quase cem tubarões-de-pontas-brancas, registando padrões de movimento e outros dados. Fizeram várias descobertas significativas: em primeiro lugar, embora os tubarões viajem longas distâncias no Atlântico, passam grande parte do ano nas águas protegidas das Bahamas, onde se proibiu a pesca com palangre na década de 1990 e a moratória à pesca comercial de todos os tubarões foi posta em vigor em 2011. Conclui-se então que a existência de áreas protegidas poderá ser crucial para a recuperação da espécie.

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Actualmente, encontrar dois tubarões-de-pontas-brancas é descobrir uma multidão. Há 50 anos, seriam avistados às centenas. Embora as narrativas que os celebrizaram sejam exageradas, estes animais tornaram-se conhecidos no passado por atormentarem os sobreviventes de naufrágios.

 Em segundo lugar, os tubarões-de-pontas-brancas passam 93% do seu tempo entre a superfície e uma profundidade de cem metros, o que sugere que os primeiros tempos de pesca comercial, quando o atum e outros peixes eram abundantes nestas profundidades, poderão ter sido particularmente nocivos para estes tubarões. Consequentemente, a regulação das pescas nesse domínio poderá contribuir para a conservação.

A terceira conclusão é a mais alarmante: a população que frequenta a ilha Cat pode ter apenas três centenas de indivíduos. Após cinco anos de marcação, o elevado número de indivíduos recapturados indica que o número de tubarões existente nestas águas é muito inferior ao inicialmente calculado.

Talvez existissem mais tubarões-de-pontas-brancas nadando à volta daquela carcaça de baleia em “Blue Water, White Death” num só dia do que ao longo de um ano inteiro no mais conhecido bastião que hoje resta à espécie.

Estes tubarões são frequentemente vistos no mar Vermelho, ao largo das ilhas Caimão e em redor do Hawai.

É possível que existam populações robustas noutros locais. Estes tubarões são frequentemente vistos no mar Vermelho, ao largo das ilhas Caimão e em redor do Hawai. No entanto, os avistamentos nestas zonas são tipicamente de indivíduos solitários ou grupos muito pequenos, pelo que é impossível fazer uma estimativa informada sobre os números globais. Segundo Lucy Howey, a questão essencial consiste em descobrir o sítio onde nascem. A equipa descobriu que muitos tubarões-de-pontas-brancas ao largo da ilha Cat são fêmeas prenhes. Contudo, não há sinais de nascimentos. “Nunca vimos crias nas Bahamas”, afirma. “Se soubermos onde elas nascem, poderemos proteger essas zonas. É assim que vamos fazer progressos na protecção da espécie.”

É impossível voltar atrás no tempo. Os mares da década de 1950 parecem agora quase incompreensíveis. Cuba pode ser uma ponte para uma época passada. O embargo comercial de mais de 50 anos imposto pelos EUA não só abrandou o desenvolvimento da ilha como também impediu a exploração dos seus recursos naturais. Como resultado, as reservas marinhas ao largo das costas cubanas são das mais intactas do mundo. 

O governo cubano está a desenvolver um plano de conservação de tubarões. Nos últimos seis anos, realizaram-se censos dos tubarões capturados pelos pescadores ao largo da costa. Na costa setentrional de Cuba, os pescadores têm capturado tubarões em número elevadíssimo. A terceira espécie mais abundante entre o seu pescado é  o tubarão-de-pontas-brancas, sobretudo juvenis, incluindo algumas crias pequenas. 

 O USS Indianapolis

Superar o mito 

USS Indianapolis

Fotografia Getty Images

No dia 26 de Julho de 1945, o cruzador USS Indianapolis atracou na ilha Tinian, no Norte do Pacífico, e entregou componentes para a bomba atómica que seria largada em Hiroxima onze dias depois.
A Segunda Guerra Mundial estava quase no fim. Para a tripulação do navio, o pior ainda estava para vir. Quatro dias mais tarde, a caminho das Filipinas, o navio foi atacado por um torpedo lançado por um submarino japonês. Afundou-se em 12 minutos, arrastando 300 homens para o fundo. Os restantes 900 ficaram à deriva durante quase cinco penosos dias. Apenas 317 sobreviveram. Foi o pior desastre marítimo da história naval dos EUA.

Foi também, possivelmente, o mais vergonhoso fiasco da Marinha norte-americana. Os marinheiros naufragados morreram de várias formas, todas horríveis: ferimentos, hipotermias, envenenamento por água salgada, ataques de tubarões e até homicídio, quando os homens entraram num estado de loucura alucinatória, apunhalando e afogando companheiros de tripulação que confundiam com inimigos. Contudo, a maioria dessas mortes teve a mesma derradeira causa: o facto de a Marinha não ter reparado que o Indianapolis estava atrasado para o seu próximo porto de escala e de não ter procedido a investigações. Nenhuma equipa de busca foi enviada. Os sobreviventes só foram salvos depois de serem avistados por um avião que os sobrevoou. A Marinha levou o comandante do navio, Charles McVay, a tribunal marcial, por não ter conseguido evitar o ataque. Foi o único comandante da Marinha dos EUA julgado em tribunal marcial pela perda de um navio na guerra. McVay suicidar-se-ia.  Em 2000, após uma campanha para limpar o seu nome, McVay foi ilibado e os sobreviventes do navio tiveram finalmente uma razão para comemorar: a sua história contada com verdade. 

Pode ver  o vídeo relativo à reportagem aqui 

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