A atribulada vida sexual dos tapires

Em tradução livre, perissodactyla  significa “número ímpar de dedos”.  É o nome da ordem dos mamíferos que inclui os rinocerontes (três dedos), cavalos (um dedo do pé ungulado) e os tapires (três dedos nas patas traseiras e quatro nas patas dianteiras).

Texto Patricia Edmonds   Fotografia Joel Sartore

Os dedos adicionais são uma vantagem evolutiva que ajuda os tapires a suportarem o próprio peso, mantendo tracção. Há outra característica adaptativa partilhada por machos de rinocerontes, cavalos e tapires: eles são… “extremamente bem dotados”, brinca a especialista Michele Stancer, directora dos cuidados de saúde animal no Zológico Hogle de Utah.

Excitados, os genitais do tapir são “tão grandes e pesados que já vi um macho pisá-los e gritar”, conta Michele. A condução do órgão genital masculino para a posição de acasalamento envolve muitas oscilações e falhanços. No entanto, diz a especialista, o macho “teve de evoluir até àquele tamanho e formato para chegar onde tem de chegar” – o longo aparelho genital da fêmea.  Outra adaptação evolutiva são as grandes abas junto da extremidade do pénis que “formam um selo dentro da fêmea”, permitindo que os tapires possam acasalar com sucesso dentro ou fora de água. 

A vida sexual dos tapires começa a partir dos 2 anos de idade e pode durar até aos 20 anos. Se tudo correr bem num encontro entre tapires,
a fêmea provavelmente terá uma única cria (ou, muito raramente, duas) 13 meses depois.

 

Género Tapirus

HABITAT/DISTRIBUIÇÃO

Florestas húmidas, savanas e pântanos da Ásia, América Central e do Sul e México.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

Três das quatro espécies de tapires (tapir-malaio,  tapir-da-montanha e o tapir de Baird) estão ameaçados. O tapir-amazónico tem o estatuto de “vulnerável”.

 

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