Glutões dos lagos

O mexilhão quagga pode não ser maior do que a unha de um dedo, mas está a alterar a cadeia alimentar dos Grandes Lagos norte-americanos e a afectar a indústria de recreio e de pesca comercial.

Texto  Bill McGraw   Fotografias  Mark B. Edlund, Museu da Ciência do Minnesota

Endémico da Ucrânia, o quagga infesta os lagos em quantidades ainda maiores do que o mexilhão-zebra, uma espécie invasora familiar. Supõe-se que ambas terão entrado na América do Norte no lastro de navios.

À semelhança do mexilhão-zebra, o quagga alimenta-se filtrando a água dos lagos. Em condições ideais, os triliões de quagga do lago Michigan podem filtrar tanta água como a contida no lago a cada um ou dois dias, removendo algas. Amostras de sedimentos do lago aumentadas 750 vezes mostram as mudanças na base na cadeia alimentar resultantes desta invasão. Em tempos, as águas estavam repletas de grandes diatomáceas (em cima), ricas em lípidos que alimentavam a vasta cadeia alimentar do lago. Agora que os mexilhões monopolizam a escolha de algas, a cadeia alimentar reorganizou-se para sobreviver com menos algas das variedades mais pequenas que sobraram, como a Cyclotella.

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