Instinto básico: Sedução ondulante

 Texto Patricia Edmonds   Fotografia  Joel Sartore

As fotografias da Lampropeltis alterna foram captadas Jardim Zoológico de Fort Worth, no Texas. 

No “Kamasutra” das serpentes, estes são os movimentos básicos de acasalamento entre colubrídeos, a maior família de cobras do mundo com cerca de 2.500 espécies.

Desliza o queixo ao longo da pele. Enrola o corpo sobre o dela. Empurra-lhe a cabeça, morde-a e faz vibrar a cauda. No “Kamasutra” das serpentes, estes são os movimentos básicos de acasalamento entre colubrídeos, a maior família de cobras do mundo com cerca de 2.500 espécies.

Para perceber como evoluiu o namoro entre serpentes, o herpetologista Phil Senter estudou dados de 76 colubrídeos e boídeos. Da pesquisa, que incluiu o estudo de registos fósseis do Cretácico, Phil descobriu que algumas técnicas de acasalamento, como o friccionamento do queixo ou o empurrão da cabeça, são antigas, enquanto a “mordidela do coito” e a vibração da cauda começaram mais tarde.

A posição de acasalamento cobra-sobre-cobra, designada por “montagem”, é “praticamente universal” nas espécies estudadas, escreveu Phil Senter na revista “PLOS ONE”. No entanto, observa ele com delicadeza, a montagem não é necessária para a “intromissão”, i.e., cópula. Para acasalar, as cobras só precisam de alinhar a base das caudas na zona da cloaca, uma abertura que serve os sistemas reprodutor e excretor. O macho estende o hemipénis, o órgão sexual bifurcado armazenado na cauda, e as duas extremidades depositam esperma na cloaca da fêmea. O acto sexual pode durar horas,  diz Phil Senter. Normalmente, é muito mais duradouro do que o namoro.

Habitat/Distribuição: México; Sudoeste dos EUA

Estatuto de conservação: Pouco preocupante

Outros factos: A espécie Lampropeltis alterna, bem como as dos géneros Elaphe e Thamnophis, pertencem à superfamília dos colubrídeos. As boas e as anacondas são boídeos.

 

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