Texto  Patricia Edmonds   Fotografia  Joel Sartore

Exibindo a plumagem da época de reprodução, este pato-mandarim foi fotografado numa colecção particular; o exemplar (em baixo), com a penugem de Verão,
foi fotografado no Parque de Aves Sylvan Heights, na Carolina do Norte (EUA) 

Esta é a opinião de Christopher Lever, eminente conservacionista britânico e uma das maiores autoridades em patos-mandarim (Aix galericulata). Esta afirmação exige uma nota de rodapé: um pato-mandarim na expectativa de acasalamento é definitivamente algo que vale a pena ver, mas até o maior Casanova atravessa uma fase de patinho feio.

Na Europa, durante o Outono, a espécie exibe o que Christopher designa por “elegância da reprodução”: cabeça verde-e-cobre, peito púrpura, rufo cor de ferrugem, asas laranja. Durante a corte, no Inverno, o macho alisa, sacode e exibe as penas para atrair a fêmea de tons mais monótonos. Em Abril ou Maio, o acto conjugal está realizado e a fêmea põe nove a doze ovos.

O macho fica nas proximidades durante o mês de incubação. Assim que os juvenis eclodem, as fêmeas ocupam-se das crias, enquanto os machos se juntam para a muda de penas durante o Verão. A queda das penas coloridas deixa-os com a “plumagem de eclipse”. Como perdem também as penas primárias das asas ficam temporariamente impossibilitados de voar, pelo que a aparência monocromática é uma camuflagem útil para os defender de possíveis predadores.

Com o regresso do Outono, a fase de “patinho feio” termina. Os patos recuperam a plumagem nobre e partem em busca do amor.

 

 

Habitat/Distribuição: Endémico da Ásia Oriental; introduzido na Europa e EUA.

Estatuto: Pouco preocupante

Outros factos: Por norma, mantêm o parceiro durante o tempo de vida. São símbolos de fidelidade conjugal no Japão e na China.

 

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