Quando as baleias-francas do atlântico norte migram ao longo da costa leste da América do Norte, têm pela frente um labirinto de linhas de pesca.

Actualmente, 83% da população revela marcas de enredamento, uma das principais causas de morte para esta espécie ameaçada. A pesca ao caranguejo e à lagosta implica a colocação de armadilhas (também chamadas covos) no mar ou a marcação do local com uma bóia de superfície ligada às armadilhas com uma linha resistente.

Com frequência, estas linhas ferem as baleias: penetram na carne, impedem-nas de mergulhar ou de subir à superfície para se alimentarem. Para CT Harry, do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, a solução parece óbvia: “Só a pesca sem linhas verticais salvará esta espécie.”

As baleias-francas são as únicas baleias que têm calosidades, manchas salientes na pele áspera. Cada baleia tem um padrão único de calosidades, o que ajuda os investigadores a identificá-las.

As baleias-francas vivem sobretudo nas águas costeiras do Atlântico Ocidental ou perto da plataforma continental. Seis morreram em Junho de 2019. Restam 400, das quais menos de cem são fêmeas reprodutoras.

Sem mudanças, a população poderá estar extinta em poucas décadas.

baleias

Tania Velin. Arte: Joe Mckendry Fontes: Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal; UICN

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