NG envelope papel

Em Junho de 2018, a revista National Geographic assumiu um compromisso com os leitores. Na medida das suas possibilidades, alargaria a sua missão enquanto organização especializada no relato de histórias com ressonância cultural e ambiental e aceitaria o repto de tentar também transformar o mundo em que nos movemos.

Iniciou-se nessa data um processo de transição para um modelo de funcionamento menos baseado no plástico, um material fantástico, que marcou a evolução do mundo no século XX, mas cujo impacte invariavelmente termina nos oceanos. Em alguns dos países onde a revista é publicada, essa transição aconteceu de imediato.

Noutros, como em Portugal, foi necessário encontrar os parceiros adequados para cumprir essa meta – que os leitores, muito justamente, nos cobraram de imediato. Encontrámos esse parceiro na The Navigator Company.

Precisamente no mês em que a edição portuguesa da National Geographic completa o seu 18.º aniversário, remodelámos o nosso processo de embalamento da revista para os assinantes. Juntamente com o nosso parceiro, substituiremos cerca de 150 mil saquetas de plástico por ano pelos correspondentes envelopes de papel, na expectativa de reduzirmos a pegada ecológica da nossa actividade e adoptarmos comportamentos mais sustentáveis e com menor utilização de recursos não renováveis. Produto de uma indústria evoluída e responsável, o papel que utilizaremos nas comunicações com os nossos assinantes é o resultado de uma cadeia de produção que não utiliza madeira proveniente de florestas naturais, pois a matéria-prima resulta de árvores plantadas especificamente para esse fim.

A parceria com The Navigator Company oferece igualmente garantias de cumprimento de critérios de sustentabilidade que, para a National Geographic, são inegociáveis – a gestão profissional da floresta, a utilização de energia renovável, o uso racional de água e a gestão criteriosa de resíduos e subprodutos, bem como do aproveitamento do papel e seus derivados para reciclagem.

Temos perfeita consciência de que se trata de um primeiro passo, adequado para uma revista que entra também na idade adulta. Não resolverá todos os problemas dos oceanos, mas constitui a resposta que os leitores esperariam da nossa parte.

É um primeiro passo. E, como qualquer maratonista reconhece, o primeiro passo é o mais importante.

Obrigado por ler a National Geographic.

Em baixo, uma alegoria que correu mundo. Um trabalho do ilustrador Jorge Gamboa, utilizado na primeira página da maior parte das edições internacionais da revista National Geographic, chamava a atenção para o problema da poluição de plástico nos oceanos.

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