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Na Terra de Francisco José, leões-marinhos nadam em águas agora protegidas. O arquipélago foi incluído num alargamento do Parque Nacional do Árctico Russo.

Paul Rose deixou a escola com uma única qualificação em metalurgia e a mente alimentada por sonhos de aventura. Depois de receber formação como instrutor de mergulho e escalada, encontrou a sua vocação. “Percebi que as expedições científicas precisavam do apoio de não-cientistas”, diz. “Acidentalmente, conheci alguém que trabalhava para a British Antarctic Survey e que me ofereceu um emprego.”

Três décadas depois, Paul Rose é um dos principais exploradores polares e subaquáticos do mundo e um líder de expedição no projecto Mares Prístinos da National Geographic. “Tudo começou com Enric Sala em 2008”, diz. “Enric sentiu que estava a escrever o obituário do oceano enquanto investigava e criou o projecto com a intenção de explorar e proteger os últimos lugares selvagens. Desde então, tornámo-nos bons nisso.” A afirmação pode ser um eufemismo: já se realizaram 26 expedições, que resultaram em 19 áreas marinhas protegidas.

Em 2018, Paul conduziu expedições à ilha de Malpelo, no Pacífico, e ao arquipélago dos Açores. “As águas de Malpelo têm esses enormes upwellings que surgem constantemente das profundezas”, diz. “Num minuto, estamos a nadar com um grupo de tubarões-martelo e, no minuto seguinte, chegaram as barracudas.
A biodiversidade é incrível, mas o habitat está ameaçado. Trabalhámos muito para o proteger. ”

Estão a ser planeadas expedições à Antárctida e ao Árctico russo em 2019. “Sabemos agora que, além de proteger áreas específicas, temos de proteger os corredores que as ligam”, diz Paul. “O oceano é o maior ecossistema do mundo e, quando estamos debaixo de água, vemos a vida em todo o conjunto. Estamos sempre a aprender.”

Em 2013, Paul Rose (à direita) liderou uma expedição aqui, no âmbito do projecto Mares Prístinos.

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