Surfar entre lixo

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O fotógrafo Zak Noyle já viu a sua quota de lixo marinho, mas ficou chocado com o que descobriu durante uma campanha num ponto remoto ao largo da costa de Java. Em 2012, quando Zak estava no local a fotografar o surfista indonésio Dede Suryana (na imagem) viu-se a nadar, literalmente, num mar de lixo. “Foi impressionante”, recorda. “Pensei que íamos ver um cadáver na água.”

Cerca de oito milhões de toneladas de plástico chegam ao oceano anualmente, de acordo com um relatório de 2015, que também identificou a origem da maior parte deste lixo.  No topo da lista, estão a China, as Filipinas e a Indonésia.

Avistamentos de água repleta de lixo são comuns no globo, queixa-se o biólogo marinho Nicholas Mallos, responsável pela gestão do programa Mares sem Lixo da Ocean Conservancy. Estas lixeiras são comuns em regiões onde “o crescimento da classe média ao longo das costas e os gastos com o consumo aumentaram, mas não foram acompanhados por investimento na gestão de resíduos”.

Embora o lixo continue a ser um problema global, Nicholas Mallos vê razões para ter esperança. Em 2018, surgiram várias moratórias públicas e privadas ao uso de plástico. Talvez a maré de plástico esteja finalmente a mudar.

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