As estruturas artificiais crescem em desarmonia com a paisagem natural nos estados do Golfo.

Enormes centros comerciais e hotéis redesenharam as linhas do horizonte do Dubai e de Abu Dhabi. No deserto sufocante, pistas de esqui estão cobertas de neve e florescem jardins luxuriantes. “Estão a construir um mundo artificial completamente desligado da natureza”, comenta Roger Grasas, fotógrafo espanhol cujo projecto “Min Turab”, uma expressão árabe que significa “da Terra”, olha para as paisagens idiossincráticas alimentadas pelo boom do petróleo na região do golfo Pérsico.

Dubai, Doha e Abu Dhabi “de certo modo, rejeitaram o passado”, acusa o fotógrafo. “Antes do petróleo, eram territórios pobres. [Agora], associam o que é novo a algo melhor.”

O urbanismo incessante e sem consideração pela história ou contexto foi apelidado de “dubaização” por Yasser Elsheshtawy, antigo professor de arquitectura na Universidade dos Emirados Árabes Unidos.

Os terrenos foram cobertos com edifícios grandes, que consomem demasiada energia e geram “desigualdade e segregação”, diz Yasser. Os antigos bairros históricos, em contrapartida, estão em risco.

Os esforços para preservar “os raros palácios ou souks” estão muitas vezes ligados ao turismo, diz o docente, embora registe um movimento crescente da sociedade civil para preservar “o que resta”.

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