Os jardineiros sabem há muito tempo que o sexo dos dióspiros é complicado: as árvores fêmeas dão frutos, e os machos não. 

Texto Rachel Hartigan Shea   Fotografia Tal Shochat, Galeria Andrea Meislin

A maioria das plantas apresenta ambos os géneros no mesmo indivíduo, mas os investigadores não sabiam de que forma o sexo era determinado nas plantas dióicas (só masculinas ou só femininas), como é o caso dos dióspiros. Agora, um grupo de investigadores que trabalhou com um conjunto de 150 árvores de Diospyros lotus cultivadas no Japão isolou um gene crucial no cromossoma Y. Denominado OGI, este gene, ao contrário da maioria dos genes, não codifica uma proteína.

Um grupo de investigadores que trabalhou com um conjunto de 150 árvores de Diospyros lotus cultivadas no Japão isolou um gene crucial no cromossoma Y.

Em vez disso, codifica um pequeno pedaço de ARN que actua como “tesoura molecular”, impedindo a activação do gene feminizante MeGI e permitindo, assim, a produção de pólen. “O OGI é utilizado pelo cromossoma Y para suprimir o gene MeGI”, diz o especialista em genética Luca Comai. Apenas cerca de 5% das espécies de plantas são dióicas. Evoluíram de forma independente e o sexo pode não ser determinado da mesma forma dos dióspiros. “Como cientista, será emocionante ver como cada uma [espécie de planta] inventou a sua própria solução para o problema” da reprodução, diz o perito. 

 

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