As impressões digitais estão fora de moda. A nova fronteira são as impressões labiais. 

Imagem Mary L. Marazita, Centro de Genética Craniofacial e Dentária, Universidade de Pittsburgh

 

As linhas dos lábios humanos podem estar geneticamente ligadas a fendas e a outros distúrbios orofaciais. O lábio leporino após cirurgia mostra um padrão em espiral. 

À semelhança dos sulcos na ponta dos dedos humanos, os sulcos nos lábios formam-se na fase embrionária e permanecem iguais ao longo da vida. Embora as impressões labiais não sejam utilizadas na investigação forense, estas marcas podem fornecer pistas sobre a saúde de um indivíduo, particularmente sobre a sua predisposição genética para o lábio leporino ou fissura do palato, alguns dos defeitos congénitos mais comuns.

O campo de estudo dos padrões de lábios é novo.

No Centro de Genética Craniofacial e Dentária da Universidade de Pittsburgh, Mary Marazita e Katherine Neiswanger investigam há mais de vinte anos a origem genética do lábio leporino. Recentemente, focaram-se em características faciais, incluindo os padrões dos lábios, para determinar se determinadas traços físicos poderiam estar ligados.

Um lábio não-leporino revela um padrão de linhas verticais.

Não existe nenhum sistema de classificação, mas as impressões de lábios tendem a enquadrar-se em escassas categorias: linhas verticais rectas, “ramos” que se espalham pelos lábios semelhantes a raízes de árvores, padrão cruzado e espirais circulares. As espirais, particularmente quando presentes no lábio inferior, parecem estar ligadas a uma predisposição para os genes responsáveis pelos lábios leporinos e outros distúrbios causadores de uma lactação difícil e estigmatização.
O campo de estudo dos padrões de lábios é novo e ainda falta uma ligação firme com a área de estudo dos distúrbios orofaciais. À medida que a tecnologia melhora, esta investigação poderá um dia permitir o diagnóstico precoce, possivelmente ainda no útero. Mary Marazita e Katherine Neiswanger acreditam que as impressões dos lábios e outros traços podem indicar uma vulnerabilidade genética para certos distúrbios. “A imagem está a formar-se e é muito emocionante”, diz Katherine Neiswanger.

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