Para um casal de lavagantes-americanos, o sexo é assim: durante dias, a fêmea esguicha urina para o esconderijo do macho desejado. Seduzido pelo cheiro, ele deixa-a entrar. 

Texto Patricia Edmonds   Fotografia Jerry Monkman, MYN/Nature Picture Library

 

Nos preliminares, acariciam-se com as antenas e com as patas cobertas de receptores responsáveis pelo paladar. O exercício dura vários dias.
Depois de a fêmea estar certa de que o macho a protegerá, ela “despe-se”, libertando-se da carapaça dura e da bolsa onde guardara o esperma do parceiro anterior. A muda de carapaça deixa-a com uma nova, perigosamente macia. O macho monta guarda durante a meia hora necessária para que a nova “indumentária” se torne resistente. De seguida, usando as pinças, suspende-se sobre a fêmea e levanta-a, segurando-a pelas patas. Nessa altura, a carapaça da fêmea já tem uma nova bolsa de esperma, pelo que o macho injecta aí o seu por um apêndice. 

A muda de carapaça deixa-a com uma nova, perigosamente macia.

A missão está finalmente cumprida. 
Assim que uma fêmea parte, o macho recebe outra. A fêmea, entretanto, usará o esperma para fertilizar milhares de ovos, que transporta sob a cauda durante cerca de um ano até as larvas eclodirem.
As alterações climáticas estão a ameaçar este processo, lamenta Diane Cowan, fundadora da Lobster Conservancy. Quando a temperatura da água é quente, os lavagantes investem energia no crescimento. Quando as temperaturas são baixas, como no Inverno, investem na produção de ovos e esperma. Se as alterações climáticas encurtarem o período de frio, “os lavagantes produzirão menos gâmetas. E se for sempre mais quente, deixarão de produzir. Sem ovos e sem esperma, não há lavagantes.”

HOMARUS AMERICANUS

Habitat/Distribuição
As águas do Atlântico Norte, do Canadá ao Sudeste dos EUA. 

Estatuto de conservação
Actualmente, é considerado abundante pela UICN.

Outros factos
O peso aproximado desta espécie é de 500 gramas. O maior exemplar de que há registo pesava mais de 20 quilogramas.

 

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