Família explora os lugares mais inabitáveis dos oceanos

Tudo começou com um homem, uma mulher e o seu cão.

Texto Daniel Stone   Fotografia Lucas Santucci, Under the Pole/Zeppelin Network

 

O Why, a escuna de 20 metros, corta através do gelo perto da Gronelândia. No início deste Verão, a tripulação francesa levará a embarcação da Gronelândia para a Antárctida. "Under the Pole" é financiada pela Rolex, que mantém uma parceria com a National Geographic nos seus projectos de exploração, ciência e jornalismo.

Em 2010, os mergulhadores Ghislain Bardout e Emmanuelle Périé-Bardoit levaram o seu husky, Kayak, ao Pólo Norte, numa viagem de exploração a ecossistemas existentes sob o gelo. O casal coordenou uma equipa de oito pessoas responsáveis pela fotografia, pela gravação em vídeo e pela monitorização da saúde do grupo. O papel de Kayak era ladrar de cada vez que avistava ursos.

Neste Verão, o casal e a sua equipa rotativa dão início à terceira fase do projecto: uma expedição de três anos a todas as latitudes da Terra.


A expedição Under the Pole cresceu desde então, transformando-se numa jornada com o objectivo de explorar os locais mais inabitáveis dos oceanos. Em 2014,  a equipa partiu numa viagem à costa ocidental da Gronelândia, onde estabeleceu um recorde mundial: mergulhou a 111 metros de profundidade.
Neste Verão, o casal e a sua equipa rotativa dão início à terceira fase do projecto: uma expedição de três anos a todas as latitudes da Terra. De França, partem rumo à Gronelândia, seguindo através do Árctico e contornando o Alasca. Depois, descem até à Polinésia Francesa e rumam à Antárctida, seguindo depois para norte através do Atlântico de regresso à Europa, numa viagem de mais de 80 mil quilómetros. Pelo caminho, estudarão a vida abaixo dos 30 metros, as profundidades escuras e raramente vistas. Também testarão os limites da fisiologia do mergulho, efectuando mergulhos mais profundos (de modo a quebrar o recorde registado debaixo de gelo) e mais prolongados, onde se inclui a proposta de uma submersão contínua com a duração de 72 horas.
Ghislain e Emmanuelle expandiram a sua “tripulação” e contam agora com a ajuda dos filhos, Robin e Tom (5 e 9 anos respectivamente), encarregados de uma importante missão. “Eles alteram o ambiente a bordo”, diz Ghislain. “Quando a tensão aumenta, nenhum adulto explode se houver uma criança a brincar com Legos ali ao lado.”

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