Uma das migrações mais espectaculares da natureza

A vida de uma tartaruga Caretta caretta até chegar aos Açores é repleta de improbabilidades estatísticas. 

Texto e Fotografia Nuno Sá

 

Migração épica - A tartaruga Caretta caretta protagoniza uma das migrações mais espectaculares da natureza.

Desde o momento da postura na Florida até à sua chegada aos Açores com escassos meses de vida e cerca de 10 centímetros de comprimento, a estatística determina o seu futuro. Calcula-se que, na debandada para o mar, das centenas de ovos eclodidos, apenas uma tartaruga sobreviva até à idade adulta. Dez a quinze anos mais tarde, elas regressam à costa americana.

A capacidade de orientação destes animais é intrigante.

A capacidade de orientação destes animais é intrigante. Num artigo recente, o biólogo Marco Aurélio Santos, da Universidade dos Açores, sugere que os montes submarinos dos Açores possuem uma assinatura magnética que permite às tartarugas tirar os “azimutes” para encontrar o caminho de regresso. “Como cada montanha submarina possui uma assinatura magnética, podemos sugerir que os montes submarinos funcionam como pontos de orientação nas grandes estradas oceânicas”, diz. Os estudos com transmissores revelaram que as tartarugas aumentam o tempo de residência nos montes submarinos provavelmente para beneficiarem também “das densas agregações das suas principais presas neste ambiente”.

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