O segredo das misteriosas marcas circulares dos desertos

Milhares de marcas como estas polvilham os desertos do Sul de África. A tradição cultural atribui-lhes origens sobrenaturais, mas a investigação encontrou causas mais prosaicas. 

Texto Daniel Stone   Fotografia George Steinmetz

O ecologista Norbert Jürgens encontrou exemplares de Psammotermes allocerus, uma espécie de térmita que vive na areia, sob quase todos os dois mil círculos que visitou. “As térmitas comprometem as raízes das gramíneas que germinam na área interior vazia”, diz. O ecossistema traz-lhes benefícios.

Primeiro bloco: As chuvas fortes que caem de Janeiro a Março ajudam as pequenas manchas de gramíneas a crescer rapidamente no deserto.
Segundo bloco: As térmitas comem as raízes das gramíneas, deixando um círculo estéril. Sem vegetação, a chuva acumula-se sob o solo.
Terceiro bloco: A água subterrânea permite que o anel exterior de gramíneas cresça mais. As térmitas alimentam-se das raízes profundas. 
Gráfico: Álvaro Valiño. Ilustração: Mesa Schumacher. Fonte: Norbert Jürgens, Universidade de Hamburgo.

A falta de plantas significa que o solo retém mais água. Os círculos formam-se quando as gramíneas próximas alcançam um novo reservatório e crescem mais espessas, atingindo quase um metro de altura. A combinação de humidade no solo e de gramíneas mais resistentes pode trazer mais vida a estas áreas estéreis.

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