Licença de Paternidade à medida dos Pais

 Texto Patricia Edmonds                         

Quando nasceu Viggo, o filho de Johan Bävman, nasceu também um projecto fotográfico profundamente pessoal: uma visão dos pais que usufruem da política de licença de paternidade para ficar em casa com os filhos, na Suécia.

A licença de maternidade paga é vulgar em todo o mundo: é uma política governamental em 34 dos 35 países membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (todos, excepto os Estados Unidos). Cerca de dois terços desses países também financiam pelo menos curtas licenças parentais para o pai, um benefício inicialmente apresentado pela Suécia, em 1974.

O programa da Suécia permitiu que os progenitores dividissem os 480 dias de licença subsidiada para cuidar das crianças, e ganhar um bónus de acordo com a forma como dividiam a licença. Mas, apesar desses incentivos, apenas cerca de 14 por cento dos progenitores da Suécia “dividem o período de forma igual entre parceiros", diz Johan Bävman.

Johan juntou-se às fileiras desses pais em 2012 quando nasceu o filho Viggo: “Eu queria estar em casa sozinho com ele, para perceber as suas necessidades”. Também tirou a licença para ficar em casa com Manfred, nascido em 2016. No seu projecto fotográfico (agora um livro), Johan Bävman retrata pais na Suécia que se encarregam das crianças e das tarefas domésticas. “Ainda não é reconhecido que isto é um trabalho duro a tempo inteiro”, diz ele e “algo que é feito pelas mulheres desde semprem.”

pais

Como a maioria das mães recentes, Caroline Ihlström estava ansiosa por aconchegar e alimentar os seus recém-nascidos. Mas os gémeos prematuros, Parisa e Leia, pediam outro tipo de cuidados. Quando Johan apareceu para tirar fotografias, logo após o nascimento dos gémeos, o pai, Samad Kohigoltapeh, tinha-os alimentado com um leite especial administrado por seringa e aquecia-os contra a pele. O engenheiro civil Samad tirou uma licença parental conjunta com Caroline durante os primeiros quatro meses dos bebés e depois, ficou sozinho com as crianças durante mais seis meses.

Até agora Bävman já fotografou 45 pais em licença de paternidade. Está feliz por apresenta-los como modelos a seguir “de forma a que os homens vejam os benefícios desta licença.” Mas não está tão impressionado com o nome que alguns suecos lhes dão: latte-pappor, ou “pais latte”, como se estes homens apenas cuidassem das crianças entre idas ao café. Embora beba café o fotógrafo diz que “nem tenho tempo para me sentar.”

Johan Bävman diz que ter tirado licenças de paternidade longas para ficar com os filhos tornou-o um pai melhor, e espera que seu projecto de fotografia inspire mais pais e mais países a experimentar esta ideia.

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