O fabuloso destino de Iker, o arqueiro

O sarcófago foi pintado de vermelho, com uma tira branca inscrita com hieróglifos policromados que percorrem as quatro faces laterais e a tampa. Os textos invocam as divindades protectoras da necrópole, Osíris, Anúbis e Hathor, pedindo-lhes que lhe propiciem todo o tipo de oferendas e um bom enterro. Ao longo dos séculos, as sucessivas infiltrações de água penetraram até ao interior do caixão, causando danos inevitáveis na máscara de cartão e no sudário que envolvia a múmia.  Fotografia José Latova.

Depositaram-no de costas e olhando para leste, para o nascer do Sol. Assim, todas as manhãs, Iker poderia ver o astro através de dois grandes olhos pintados desse lado. Envolveram-lhe o corpo num sudário, e a cabeça e o tronco foram cobertos com uma máscara funerária de cartonagem pintada com cores vivas.

No slideshow, diversos pormenores do caixão de Iker:

A tez foi representada de amarelo e foi ainda pintada uma barba incipiente. Um amplo colar de contas de faiança foi colocado sobre o peito. Quatro bastões de comando e dois arcos quase com a altura da múmia foram colocados sobre esta. Iker media 1,57 metros e deve ter morrido com cerca de 40 anos. Segundo parece indicar o seu crânio, era de tipo negróide e sofreu um golpe forte no malar esquerdo na adolescência, ficando com o osso deformado. Além disso, deveria sofrer de dores nas costas, como atesta uma lesão na quinta vértebra lombar. 

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