Texto  Rachel Hartigan Shea   Arte Raúl Martín   Infografia NGM Art   Fontes  Philip Cox, Andrés Rinderknecht e Ernesto Blanco

Os seus incisivos curvos com 30cm poderiam suportar forças três vezes superiores à força gerada pelos músculos das suas mandíbulas. Por outras palavras, este primo distante do porquinho-da-índia era um roedor bem diferente dos descendentes modernos. Com cerca de mil quilogramas de peso, o Josephoartigasia monesi provavelmente não enfrentava muitas ameaças enquanto se deslocava nos estuários e deltas da América do Sul há mais de dois milhões de anos. A equipa de paleontólogos suspeita que ele usaria os dentes frontais para enfrentar rivais e para se defender de predadores, bem como para escavar o solo em busca de alimento. “Talvez os dentes fossem semelhantes às presas de elefante”, diz Philip Cox, especialista em anatomia. A morfologia deste animal torna improvável outro uso dos dentes: “Um roedor com quase 1,50m de altura e 3m de comprimento seria provavelmente “grande de mais para escavar tocas”.

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