Guerra fria

O aquecimento global está a revelar o passado enterrado. No extremo norte da Itália, em altitudes acima de dois mil metros, os corpos congelados de soldados da Primeira Grande Guerra estão a libertar-se dos seus túmulos gelados.

Texto  Jeremy Berlin   Fotografia  Gabinete de Património Arqueológico de Trento

 

São baixas da guerra travada entre as tropas italianas e austro-húngaras de 1915 a 1918. “Muitos eram jovens”, diz o arqueólogo Franco Nicolis. Desde o início da década de 1990 já se encontraram diários e cartas que não chegaram a ser enviadas. “Penso naquelas mães que nunca mais viram os seus filhos.”

Antes de serem sepultados, os corpos descongelados são analisados pelo antropólogo Daniel Gaudio. Sem placas de identificação, os vestígios de DNA não permitem identificar a que família pertencem.

O degelo dos glaciares promete mais descobertas. No Verão, Nicolis guiará visitantes até um local a 3.700 metros de altitude. “No interior da base, na cabina de madeira, ainda se consegue sentir a guerra.” 

 

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