A alvorada do impressionismo

Texto Jeremy Berlin   Imagem Heritage Image Partnership/Art Resource,Nova Iorque

 Claude Monet espreitou pela janela do seu quarto de hotel e começou a pintar o que via. O resultado foi “Impressão, Nascer do Sol”, que marcou o início de um novo movimento artístico. Como identificamos com tanta precisão o início do impressionismo? Donald Olson, astrofísico da Universidade Estadual do Texas, utiliza a astronomia para resolver mistérios da arte e da literatura. Quando a historiadora Geraldine Lefebvre e Marianne Mathieu, a directora do Museu Marmottan Monet, pediram a sua ajuda, o investigador começou por se debruçar sobre mapas e fotografias para identificar o hotel e o quarto de Monet. Depois, virou-se para a astronomia, utilizando o nascer do Sol e o da Lua para determinar as marés, estação do ano e altura do dia. Consultou ainda observações meteorológicas do século XIX. As últimas pistas foram as colunas de fumo que mostram o vento a soprar de este para oeste. Estas descobertas, além do “72” na assinatura de Monet, colocaram um carimbo temporal preciso numa obra intemporal da arte.

 

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