memória

Bill Bonner rodeado por milhões de imagens, “fantasmas vivos”, como ele chama às pastas temáticas repletas de imagens. Fotografia de Adrian Coakley

“Já vi o mundo todo. Não como ele é hoje, mas como era há cem anos”, diz Bill Bonner, arquivista da National Geographic desde 1983.

Com 127 anos de história, os arquivos da revista são extensos, mas Bill conhece-os como ninguém. Segundo os seus cálculos, já terá manipulado centenas de milhares de imagens, mas ainda lhe faltam muitas mais: há oito milhões de fotografias e ilustrações no arquivo e a maioria não foi publicada nem vista por mais ninguém. “Há mais de 12 mil ilustrações e uma das maiores colecções de autochromes”, diz. “Temos imagens da década de 1870 e temos fotografias retocadas à mão.”

Bill trabalha sozinho numa divisão climatizada e sem janelas da cave da nossa sede em Washington, escolhendo imagens para projectos externos, livros e para a nossa secção “No baú”. Ele consegue olhar para uma fotografia que não via há cinco anos e lembrar-se do fotógrafo que a tirou, do local e da reportagem associada. Ao contrário das fotografias, o seu trabalho “não envelhece”.

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