jeff goldblum

Jeff Goldblum parece ter sempre a postura alerta e os olhos arregalados. Gesticula com a expectativa. É uma qualidade que imprimiu a uma série de personagens em filmes como “Jurassic Park” e “Dia da Independência”. Agora, o actor e músico de 67 anos nascido na Pensilvânia revela a sua curiosidade excêntrica num novo programa para a National Geographic e Disney +. Não quer explorar temas de política, doença ou crime, mas vai falar de bicicletas, piscinas e tatuagens. É “O Mundo segundo Jeff Goldblum”.

Os seus temas parecem bastante díspares, mas universais. Porque escolheu estes?

Porque são eclécticos, uma mistura, uma caldeirada, uma amálgama com muitas surpresas. Recentemente, apresentei três episódios de um programa da National Geographic chamado “Explorer” e adorei. Foi assim que surgiu o programa. Pensámos em abordar temas familiares, nos quais fosse possível encontrar algo inesperado, histórico, científico e algo da nossa própria história, desencadeada por esses assuntos.

Tem curiosidade em saber de onde vem a sua curiosidade?

Como tenho dois filhos, estou num ciclo de curiosidade apetitosa. Os meus filhos olham à volta e perguntam de onde vem cada objecto. Talvez seja algo que transmitimos. Ou talvez a nossa espécie tenha de ser curiosa para se ligar ao mundo em redor. Enquanto fazia este programa, li alguns livros de Yuval Harari como “Sapiens”, “Homo Deus” ou “21 Lições para o Século XXI”. Questões de fundo como as alterações climáticas, os perigos da proliferação nuclear ou as perturbações tecnológi- cas só podem ser resolvidas através da cooperação global. Na verdade, a única razão pela qual a espécie humana prosperou foi por termos cooperado em grupos e, portanto, termos ficado curiosos uns sobre os outros.

Se pudesse viajar no tempo, quem gostaria de conhecer?

Comecei a ler um livro sobre o naturalista Alexander von Humboldt. Dizem que o nome dele foi mais usado do que qualquer outro para nomear objectos ou teorias. Ele previu os desafios das alterações climáticas, as consequências não-intencionais da civilização, a revolução industrial. Acho que o cérebro dele seria um bom candidato. O meu programa revelará o que sou, sem fingir que sei mais do que sei, mas interessado, a conversar com pessoas interessantes de sítios inesperados. E a deixar a minha mente, tal como ela é – a vaguear livremente. 

O programa “O Mundo segundo Jeff Goldblum” é transmitido na Disney+ a partir de 15 de Setembro. Para uma versão alargada desta entrevista, visite www.nationalgeographic.co.uk/jeffgoldblum

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