fóssil

Os contornos a azul representam a estrutura interna de uma nova espécie de Athyris, proveniente do território onde hoje estão hoje os Estados Unidos e que terá
vivido no Devónico (416 a 359 milhões de anos).

A olho nu, os fósseis de braquiópodes não parecem conter muita informação, mas, através de imagens computorizadas, eles revelam os seus segredos – particularmente, a sua morfologia interna, algo que estava vedado até agora aos paleontólogos.

A aplicação resulta da iniciativa da investigadora alemã Mena Schemm-Gregory, bolseira de pós-doutoramento no Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra e responsável por um projecto de estudo dos braquiópodes portugueses até 2014. “No passado, a análise só se aplicava a duas dimensões.
Através de um novo programa informático e da aplicação de técnicas de tomografia computorizada, podemos analisar os fósseis de braquiópodes a três dimensões, desde que estes possuam conchas articuladas e estejam bem conservados”, diz Schemm-Gregory.
A técnica, que já permitiu a análise de mais de três dezenas de fósseis das eras paleozóica e mesozóica provenientes de vários países, entre os quais Portugal, fornece pistas relevantes para uma análise paleobiogeográfica mais consistente e facilita a classificação taxonómica de espécies dúbias.

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