gliptodontes

Texto: Jennifer S. Holland

Qualquer tenista profissional sabe que as jogadas mais eficazes acontecem quando a bola é impulsionada pela raqueta num ponto perfeito. Os gliptodontes, mamíferos gigantes blindados que viveram de há cerca de trinta milhões a dez mil anos, também o sabiam, pois utilizavam esse centro de percussão para desferir golpes duros com as caudas.

As evidências fósseis dizem-nos que alguns dos maiores espécimenes desse antepassado do tatu possuíam bastões espinhosos que chegavam a pesar 60 quilogramas, fixados ao corpo por uma série de anéis ósseos.

Estudos biomecânicos realizados pelo cientista uruguaio R. Ernesto Blanco e alguns colegas demonstram que os combates entre gliptodontes não implicavam golpes aleatórios. Os maiores animais tinham caudas mais rijas, com um ponto especial situado no primeiro espigão ou junto deste. Esta morfologia permitia-lhes derrubar o adversário, minimizando as vibrações causadas pelo impacte na articulação.

Os animais podiam dar-se ao luxo desta adaptação, que limitava a velocidade da cauda e a amplitude do movimento, mas segundo esta teoria, oferecia uma vantagem específica durante os lentos combates de cortejo por fêmeas. 

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