Bach

Entre os apreciadores do compositor barroco Johann Sebastian Bach incluía-se Albert Einstein, que terá dito: “Tenho isto a dizer sobre as obras de Bach: ouça, brinque, ame, reverencie e mantenha-se calado.

Aparentemente, o génio musical tem muitas dimensões. No caso do compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750), um dom anatómico pode ter ampliado o seu virtuosismo. Num estudo publicado numa revista científica alemã, o anatomista e músico Andreas Otte deduziu que Bach, um talentoso organista e cravista, tinha um alcance excepcional no teclado.

Usando uma foto (à direita) que os historiadores acreditam ser do esqueleto de Bach, Otte calculou o tamanho da mão (cerca de 25cm do pulso às pontas dos dedos) e o seu alcance (do polegar ao último dedo com a mão bem aberta). Utilizando essas medições, calculou que Bach poderia tocar a denominada 12.ª, em que a mão abarca 12 teclas brancas. Esse alcance, representado à direita, é invulgar até na actualidade, em que os seres humanos são por norma maiores do que na época de Bach.

“Não podemos avaliar exactamente quão relevante é o alcance da mão para a arte de um músico”, diz Andreas, que pede que a sua pesquisa não seja usada como forma de condicionamento
do génio musical de Bach: “Isso seria um sacrilégio.”

Acredita-se que será este o esqueleto de Bach, fotografado em 1895 pelo anatomista Wilhelm His. Andreas Otte examinou a mão esquerda, pois faltam muitos ossos na mão direita.

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