Ilustração: Anyforms

A casa-estúdio Carlos Relvas, na Golegã, foi reaberta ao público após obras em 2007 que a devolveram ao traçado e funções originais. Edificado entre 1871 e 1875, é um dos monumentos mais fascinantes do chamado período da arquitectura do ferro.

O pioneiro da fotografia Carlos Relvas (1838-1894) construiu propositadamente este edifício para que ele funcionasse como atelier de fotografia e laboratório. Estrutura notável que conjuga o uso do estuque, do ferro e do vidro, a Casa-Estúdio permite uma rara viagem na máquina do tempo até à era da fotografia não industrial.

Carlos Relvas

1. VIDROS E PANOS OPACOS - Carlos Relvas concebeu a cobertura do estúdio para controlar por completo a luminosidade. Os panos opacos eram controlados por cordas e roldanas de forma a cobrir ou destapar cada segmento de vidro em função da posição do Sol. 2. FAMÍLIA REAL - Em milhares de fotografias, Carlos Relva retratou personalidades ilustres e anónimos da vila. Até o rei Dom Carlos e a rainha Dona Amélia passaram pela Golegã para tirar o retrato. 3. SALA DE ESPERA - Ciente da importância dos cenários e da pose dos seus retratados, Carlos Relvas tinha nesta sala um pequeno camarim, onde os retratados podiam camarim, onde os retratados podiam ser maquilhados antes da fotografia no piso superior. 4. LABORATÓRIO CLARO - Nesta sala, onde anteriormente funcionou um dos dois laboratórios claros, é hoje exibido um filme de 10 minutos sobre a vida e obra deste pioneiro da fotografia. 5. LABORATÓRIO ESCURO - Era aqui que a “magia” acontecia. Uma solução de colódio sobre a placa de vidro permitia a estampagem da fotografia captada. 6. HOMENAGENS NA FACHADA - Projecto de grande simbolismo, a casa-estúdio presta homenagem na fachada principal a Nièpce e a Daguerre, pioneiros da técnica fotográfica. 7. O FERRO COMO ELEMENTO NOBRE - Na construção do atelier, Carlos Relvas utilizou 33 toneladas de ferro fundido, num momento histórico em que este material ganhava dignidade. Nas obras de restauro em 2007, foi necessário importar ferro da Bélgica. 8. PRIMEIRA VERSÃO E VERSÃO FINAL - Carlos Relvas começou a fotografar num estúdio primitivo nos jardins da sua propriedade do Outeiro, só de um piso térreo que limitava bastante o trabalho fotográfico. Lançou-se por isso na construção de um novo edifício no mesmo local, com amplas possibilidades. 

 

 

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