Locais históricos vistos do espaço

A arqueologia nem sempre é um trabalho sujo. Por vezes, implica apenas estudar imagens de satélite, uma a uma, para ver se revelam vestígios de ruínas perdidas ou ameaças a sítios arqueológicos. 

 Fotografia Satellite Imagery © DigitalGlobe 2017

Sarah Parcak, fellow da National Geographic e pioneira na área da arqueologia espacial, analisou muitas dessas imagens, mas interrogava-se se encontraria voluntários para a ajudarem nesse trabalho.

Baptizado com o nome GlobalXplorer, o projecto foi desenhado como um jogo.

Em Janeiro de 2017, inaugurou um projecto de crowdsourcing que permitia que os voluntários fossem detectives virtuais no Peru. Baptizado com o nome GlobalXplorer, o projecto foi desenhado como um jogo, utilizando imagens da empresa DigitalGlobe que cobriam cerca de cem mil quilómetros quadrados de explorações agrícolas, cidades e paisagens. A adesão foi enorme. “Temos mais de 45 mil utilizadores e dez milhões de visualizações de imagens”, revelou Sarah em Abril, quase na recta final do projecto. 
A identificação de sinais de saque, de invasões humanas ou da acção de elementos naturais envolvem uma curva de aprendizagem. “Joguei” durante semanas antes de me dar conta de que as linhas ténues que atravessavam uma imagem eram linhas de electricidade e os feijões brancos espalhados em alguns campos poderiam ser  cabeças de gado. Não sei se fiz grandes descobertas nas 15 mil imagens que vi, mas outros voluntários devem ter feito.  “Só numa pequena área, a norte da cidade de Lima, os utilizadores encontraram quase três mil elementos arqueológicos”, conta Sarah. A revisão inicial mostrou raros falsos positivos. Os resultados foram tão encorajadores que Sarah Parcak tem planos para começar a investigação noutro país.

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