Registos da flora do velho Douro

A Bacia Carbonífera do Douro é uma das bacias sedimentares continentais mais ricas em fósseis de plantas. 

Texto e Fotografia João Nunes da Silva 

Exemplar fotografado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Trabalhos de campo recentes conduzidos pelo paleontólogo Pedro Correia, do Instituto das Ciências da Terra da Universidade do Porto, identificaram uma nova jazida em Montes da Costa, na freguesia de Ermesinde. Segundo o paleontólogo, “estamos a lidar com um novo local de potencial qualidade Lagerstätte, de flora e fauna de há 300 milhões de anos”. Lagerstätte é o termo clássico para caracterizar uma localidade ou jazida marcada pela abundância, diversidade e excelência de preservação dos fósseis que lá ocorrem e pela possibilidade de encontrar e descrever novas espécies para a ciência.

Até ao momento, já foram identificadas 43 espécies (algumas das quais novas) de macroflora.

Até ao momento, já foram identificadas 43 espécies (algumas das quais novas) de macroflora, onde se incluem fósseis de insectos extremamente raros. A maioria das espécies descritas nesta nova jazida pertence às ordens Sphenopsida, Pteridopsida e Pteridospermopsida e fornece informação importante sobre as condições ecológicas e climáticas nas quais a flora e fauna estava inserida.
Entre o conjunto de plantas estudado, um exemplar fóssil (na imagem) impressiona pela exuberância e excelente estado de preservação. Com base nas recentes descobertas, entretanto publicadas no Canadian Journal of Earth Sciences, a equipa de investigação fará recomendações para a protecção e conservação dos novos afloramentos fossilíferos agora identificados na região de Montes da Costa, dada a sua relevância científica e didáctica. 

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