Em 2010, Dominique Denmarville, especialista da casa de champanhe Veuve Clicquot, recebeu um telefonema que tomou como uma graça: nos destroços de um naufrágio no fundo do mar Báltico, tinham sido encontradas 168 garrafas do que será o champanhe mais antigo do mundo.

Texto Nina Strochlic  Fotografia Alessandro Beltrame

As caixas de vinho espumante do produtor italiano Bisson são mantidas no fundo do Mediterrâneo durante 18 meses.

Pouco depois, porém, Dominique cheirava e degustava o champanhe com 170 anos, considerando-o doce e fresco. 
O mar escuro e frio preservou-o em condições que os investigadores consideraram “próximas da perfeição”. Quatro anos mais tarde, a Veuve Cicquot lançou o “Cellar in the Sea” [ou “adega no mar”]. Cerca de 350 garrafas foram submersas depois no Báltico e serão retiradas e analisadas periodicamente nos próximos 40 anos. 
Os connaisseurs há muito que suspeitavam que o vinho envelhecia de forma diferente debaixo de água. Factores como a pressão e as correntes submarinas modificam a composição química do vinho.
A produtora vinícola Mira conduziu os seus próprios testes de paladar em 240 garrafas no porto de Charleston. Quando foi aberta a primeira caixa em 2013, um escanção disse ao proprietário Jim Dyke: “Transformou um Cabernet de 2009 num de 2007, em apenas três meses.”

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