
Namíbia
Trezentas pessoas por mês deslocam-se até às dunas do deserto perto de Swakopmund para praticar a recente modalidade de “sandboard”. Segundo os fãs, a areia é mais lenta do que a neve, mas muito mais suave quando se cai.
Fotografia de Thomas Dressler

Vila Franca do Campo, Açores
Um salto de 29 metros enerva a maior parte dos mortais, mas “naquele instante, tudo está calmo”, diz o mergulhador colombiano Orlando Duque, participante da etapa açoriana do Red Bull Cliff Diving World Series de 2012. Desta vez, Orlando ficou em segundo lugar.
Fotografia de Dean Treml, AFP/Getty Images

Estados Unidos
Em Agosto de 2012, 138 pessoas deram as mãos sobre Chicago e saltaram em queda livre. O fotógrafo também saltou de cabeça para baixo, accionando a máquina fotográfica do capacete com um interruptor que transportava na boca.
Fotografia de Brian Buckland
Valorizado pelas refeições que suscita, o rápido e poderoso atum-rabilho é alvo de pesca excessiva.
Texto de Kenneth Brower Fotografias de Brian Skerry
Reza a história que, ao abandonar Florença para se mudar para Roma, Miguel Ângelo dirigiu um último olhar para a Cupolone, o nome que os florentinos dão à cúpula da catedral de Santa Maria del Fiore. Referindo-se ao seu próximo projecto na Basílica de São Pedro do Vaticano, o artista terá comentado: “Construirei outra cúpula que será sua irmã; será maior, sim, mas não será mais bela.” Miguel Ângelo expressava desta forma a sua admiração por outro génio renascentista, Filippo Brunelleschi, que um século antes tinha recebido a tarefa de coroar a catedral gótica inacabada. A grandeza da cúpula de Brunelleschi reside não apenas no tamanho (a maior até então), mas também na demonstração da inteligência e coragem necessárias para resolver os problemas técnicos que surgiram durante a sua execução. Antes mesmo do início da construção, o projecto foi debatido naquela cidade vibrante onde a criatividade e o talento artístico brotavam por todo o lado, estimulados pela prosperidade económica e por uma nova concepção do mundo.
Actualmente, a catedral continua a ser um desafio para os peritos.
A partir de achados recentes (como a descoberta de uma pequena cúpula enterrada perto do Duomo, talvez um modelo em pequena escala idealizado e utilizado por Brunelleschi), os historiadores tentam descobrir todos os passos que permitiram construir com êxito esta jóia da arquitectura. As teorias acumulam-se e contrapõem-se em torno da obra de uma mente genial que deixou escassa documentação escrita.
Isto é o que sucede às obras-primas: transcendem o lugar e a época que as viu nascer e escapam às sucessivas interpretações ao longo da história, revestindo-se de um efeito duradouro. São obras abertas que nunca nos cansamos de admirar. Estranhamente familiares e indescritíveis, seduzem-nos e escondem ao mesmo tempo a sua natureza intrínseca.
As manifestações de há três anos contra o governo sírio desencadearam uma batalha pelo controlo do país. Na capital, o exército bombardeia os bairros controlados pelas forças rebeldes.
Texto de Anne Barnard Fotografias de Andrea Bruce
Como conseguiu um ourives conhecido pelo seu mau feitio e sem formação de arquitecto criar uma das jóias do Renascimento italiano?

Nesta edição, investigámos um enigma em Florença com mais de quinhentos anos. No mar, medimos o pulso ao debate sobre o futuro da pesca do atum, com uma piscadela de olhos aos Açores. Seguimos para o espaço e procurámos explicar o que nem Einstein imaginou: como funcionam os buracos negros. Na Nova Zelândia, encontrámos um paraíso de jade – um contraponto violento com a situação conturbada de Damasco, enquanto aguarda pela chegada da guerra. Em Portugal, acompanhámos uma investigação pioneira da Universidade dos Açores com as mantas.