Os machos da libélula Sympetrum fonscolombii, uma espécie abundante em Portugal, têm uma estratégia curiosa para assegurar a sua descendência.

“O macho mantém as fêmeas ‘agarradas’ pela zona cervical com a parte terminal do abdómen quando as mesmas executam as posturas na água”, diz a bióloga Sónia Ferreira, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto. O comportamento assegura ao macho uma boa probabilidade de os ovos depositados pela fêmea terem “sido fecundados por ele e não por outro macho conspecífico”. A estratégia, porém, não é perfeita. O macho assegura que ela não volta a acasalar, mas não garante que a fêmea não tenha realizado cópulas prévias à sua.

Fotografia Luís Quinta

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