hubble

Uma imagem compósita digitalmente colorida capta a Nebulosa do Véu. Este objecto celeste faz parte do Laço do Cisne, que resultou da explosão de uma
supernova. NASA/ESA AND Z. LEVAY (STSCI/AURA)

Mantendo-se em funcionamento muito para lá do que se esperava do seu tempo de vida, o telescópio Hubble continua a mostrar-nos o espaço sideral.

Texto: Daniel Stone

E 1990a NASA e a Agência Espacial Europeia lançaram um telescópio concebido para espreitar as profundezas do universo. Livre da atmosfera terrestre, o satélite conseguiria ver sem as distorções causadas pela atmosfera, pela luz e pela poluição. Os astrónomos calcularam que o Hubble duraria uma década, na melhor das hipóteses.

 

Trinta anos mais tarde, o telescópio continua a fascinar-nos. As suas famosas imagens ajudaram os astrónomos a responder a algumas das mais importantes perguntas sobre o espaço. 

Qual a idade do universo? Resposta: 13.800 milhões de anos.
Os buracos negros existem mesmo? R: Sim e são assustadoramente ferozes.

Em 1995, o astrónomo Bob Williams teve uma ideia louca: e se apontasse o Hubble para um local aparentemente escuro do céu?

Isso conduziu à descoberta mágica de que, mesmo onde o olho humano nada vê, existem milhares de galáxias. “Um dos feitos mais duradouros do Hubble será a maneira como mostrou ao público as maravilhas do universo”, resume Kenneth Sembach, director do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, responsável pela supervisão do programa do Hubble.

No próximo ano, a NASA planeia lançar o telescópio espacial James Webb, mas o Hubble ainda não concluiu a sua missão. Juntos, os dois instrumentos poderão compor um retrato ainda mais complexo do universo e procurarão respostas para uma pergunta que nunca perde relevância: o que mais haverá lá fora? 

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