Com impressoras 3D o impossível não existe

Tal como a prensa de Gutenberg definiu a sua época, a impressão em 3D está a mudar a forma do futuro.

Texto Roff Smith   Fotografia Robert Clark

 

Impresso por investigadores da Universidade de Princeton, um pavilhão auricular biónico utiliza “tintas” à base de silicone e condrócitos, células que produzem cartilagem. A bobina de metal recebe e transmite impulsos eléctricos capazes de estimular o nervo auditivo, à semelhança de um implante coclear. Fotografia Frank Wojciechowski. Fonte: Michael McAlpine, Universidade de Princeton.

Peças de foguetão, figuras de chocolate, réplicas funcionais de pistolas, óculos de sol, um carro de dois lugares, um barco a remos, um protótipo de ouvido biónico – é raro passar uma semana sem ouvir falar num surpreendente salto na tecnologia em rápida evolução da impressão tridimensional. Aquilo que antes parecia saído do mundo da ficção científica é cada vez mais uma realidade e a própria NASA está a testar uma impressora 3D na Estação Espacial Internacional para avaliar a possibilidade de assim fabricar refeições, ferramentas e peças suplentes em missões longas.

É raro passar uma semana sem ouvir falar num surpreendente salto na tecnologia em rápida evolução da impressão tridimensional.

De volta à Terra, os planos de longo prazo das empresas estão a ser repensados. A Airbus admite a possibilidade da construção de aviões completos com peças impressas em 3D até 2050. A General Electric até já iniciou um projecto de utilização de impressoras para fazer bicos de mangueira de combustível para motores a jacto. E as gigantes multinacionais não são as únicas interessadas.
“Todos sabemos que a impressão em 3D vai desempenhar um papel importante”, afirma Hedwig Heinsman, um dos sócios do gabinete holandês DUS Architects, que está a imprimir uma casa nas margens do canal Buiksloter, em Amesterdão.

Esta réplica em tamanho real de Tutankhamon foi impressa num polímero transparente a partir da TAC da múmia e mais tarde esculpida e pintada.

 Ao longo de três anos, uma impressora com 1,80 metros de altura, chamada KamerMaker [a Criadora de Quartos] criará paredes, cornijas e quartos, experimentando diferentes materiais, designs e conceitos. “Consigo imaginar um futuro em que poderemos escolher e descarregar plantas de casas como se estivéssemos a comprar qualquer item no iTunes, personalizá-los com alguns toques no teclado até termos exactamente aquilo que queremos e depois recebermos uma impressora no local de construção e fabricarmos a casa”, acrescenta o arquitecto.

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