Cientistas na Suécia compraram rosas vulgares e electrificaram-nas, introduzindo-lhes circuitos nos tecidos vivos. 

Texto Rachel Hartigan Shea   Fotografia Eliot Gomez

A transformação não é tão inverosímil como possa parecer. O sistema vascular da planta transmite sinais químicos tal como os circuitos electrónicos transmitem corrente. Para fundir os dois, a equipa da física Eleni Stavrinidou colocou um caule cortado de uma rosa numa solução de polímero dissolvido. Absorvido, o polímero reorganizou-se num fio eléctrico que se estendeu através do xilema, o sistema de canais de transporte de água no interior da haste. Introduzindo tensão eléctrica, a planta conseguiu conduzir electricidade.

Por que motivo alguém, para além desta investigadora, desejaria criar uma planta tão invulgar? Eleni acredita que esta tecnologia poderá produzir sensores capazes de analisar e alterar a fisiologia da planta ao nível celular. Outra possibilidade será a geração de electricidade a partir do processo de fotossíntese. Um dia, diz Eleni, “poderemos ser capazes de ligar o telefone a uma planta.”

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