Raios e relâmpagos

Texto  Lindsay N. Smith   Fotografia  Michael Shainblum

Ao investigar o comportamento das nuvens, a equipa de David Romps na Universidade da Califórnia desenvolveu um modelo mais preciso para prever o ponto de descarga dos relâmpagos e projectar a forma como estes se multiplicarão. Este projecto poderá ajudar a prever com mais rigor a eclosão de incêndios florestais motivados por descargas de tempestades, um cenário provável se o planeta continuar a aquecer.

Para que uma tempestade dê origem a um relâmpago, têm de estar presentes água líquida e gelo, além de correntes de ar ascendentes suficientemente rápidas para manter ambos suspensos. David Romps multiplicou a precipitação medida pela energia convectiva potencial disponível, ou seja, com que velocidade se forma uma nuvem de tempestade. Os seus cálculos, baseados em dados reais de 2011, coincidiram em 77% das vezes com as descargas de relâmpagos enquanto o modelo convencional teve uma taxa de sucesso de 39%.

Quanto mais quente for o ar, mais vapor de água poderá conter. A subida de um 1ºC na temperatura média do planeta significaria um crescimento de 12% nas descargas de relâmpagos nos Estados Unidos, prevê o especialista. Em alguns cenários climáticos, isso pode significar que haverá mais 50% de descargas de relâmpagos até 2100.

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