Lisboa desconhecida

Texto  Gonçalo Pereira   Fotografias  Alexandre Vaz

 

Parque da Pedra.
Uma das perspectivas do geomonumento do Rio Seco.
Geomonumento do Rio Seco.
O geomonumento da Avenida Calouste Gulbenkian.
 

 A cidade conserva, à vista de todos, pistas sobre o seu passado geológico. O geólogo Galopim de Carvalho fez, durante décadas, campanhas pela protecção dos geomonumentos da cidade, resultados palpáveis de eventos produzidos durante as primeiras fases da abertura da parte norte do oceano Atlântico e dos muitos milhões de anos que se seguiram. Em 2009, a Câmara Municipal de Lisboa iniciou um projecto de identificação e preservação de 18 afloramentos rochosos que retratam a evolução paleoambiental da cidade, desde ambientes marinhos recifais tropicais de pequena profundidade há quase uma centena de milhão de anos a episódios de vulcanismo basáltico subaéreo, passando a ambientes lacustres e novamente a ambientes marinhos de transição subtropicais, há cerca de uma dezena de milhão de anos. O projecto foi agora distinguido pelo grupo português da ProGEO com o prémio Geoconservação, uma iniciativa apoiada pela edição portuguesa da National Geographic e destinada ao município que melhor promove o seu património geológico.

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