Voos leves

Texto  Daniel Stone   Gráficos Matthew Twombly   Arte Hans Jenssen   Fontes Brian Yutko e Luke Jensen

 Cada item a bordo torna o avião mais pesado, o que implica queimar mais combustível. Os custos operacionais das companhias aéreas aumentam com cada computador portátil (63 cêntimos por voo), almofada (11 cêntimos) ou revista (10 cêntimos) transportados. Gostaria que o avião consumisse menos? Comece por esvaziar a bexiga antes de embarcar. Luke Jensen e Brian Yutko, engenheiros do MIT, utilizaram um conjunto de padrões típicos dos voos norte-americanos e europeus para analisar o impacte de itens específicos nos consumos da United Airlines, da American Airlines e da Ryanair num dia normal. As incertezas são abundantes, como o preço do combustível ou o custo de um desvio inesperado. E mesmo se os passageiros ajudarem a reduzir o peso, as companhias aéreas nem sempre partilham a poupança com o consumidor.

Metas já atingidas: Em comparação com 1970, os aviões actuais podem transportar carga do mesmo tamanho à mesma distância e com cerca de metade do combustível. Fuselagens mais leves, motores mais eficientes e aerodinâmica melhorada permitem às companhias maximizar o número de passageiros.

Os cálculos de custos foram feitos utilizando como medida-padrão o Boeing 737-800 transportando 75% da capacidade de carga útil. A unidade quilómetro/passageiro por litro resulta da média de quilómetros por litro multiplicada pelo número típico de passageiros.

Para onde vão: Para fazer baixar o custo, as companhias aéreas têm de mover constantemente pessoas e bens. Num dia típico, um Boeing 737 voa sete mil quilómetros.

 

 

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