Capital dos sismos

Texto  Daniel Stone   Gráficos Emily M. Eng; Chloë Quinn; Jamie Hawk   Fonte USGS; Gabinete Geológico do Oklahoma

O epicentro sísmico dos Estados Unidos costumava ser a Califórnia. Agora, é o Oklahoma! Em 2014, registaram-se quase 300 vezes mais sismos de magnitude 3,0 do que em 2008. Mediram-se também mais sismos dessa magnitude no ano passado do que nos 30 anos anteriores combinados. Ainda se debate a causa, mas uma investigação financiada pelos Serviços Geológicos dos EUA concluiu que o fenómeno aumentou em relação directa com o aumento da utilização de poços de injecção que enviam para as profundezas águas residuais resultantes da fracturação hidráulica e de outras operações de extracção de petróleo e gás.

A condução dessa água para o subsolo visa impedir a infiltração nos aquíferos superficiais, mas há limites para essa injecção. Depósitos de água subterrâneos maiores podem elevar a pressão dos fluidos e dar origem à deslocação com atrito de falhas geológicas. Embora estados como o Texas ou o Kansas também tenham poços de injecção, as falhas geológicas do Oklahoma parecem mais propensas a actividade sísmica. Mike Teague, secretário estadual de Energia e Ambiente do Oklahoma, diz que o estado actuará se existirem mais dados, mas a informação é fornecida pela indústria do gás e petróleo.

 

 

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