Todos os dias, centenas de mulheres morrem devido a complicações durante a gravidez ou no parto. Esta estatística reflecte problemas em todos os países, mesmo nos mais prósperos.

Um dos principais “culpados” é uma complicação cardiovascular conhecida como pré-eclâmpsia. Caracterizada por pressão arterial elevada, inchaços e aumentos drásticos do nível de proteínas na urina da mãe, a pré-eclâmpsia pode ser tratada, mas ainda é responsável por muitas mortes maternas anualmente e geralmente desencadeia partos prematuros. Em todo o mundo, a pré-eclâmpsia é a principal causa da mortalidade materna e fetal, defende a imunologista Suchita Nadkarni, que desenvolve pesquisa para encontrar marcadores iniciais da doença, até ao momento só identificável no segundo ou terceiro trimestre de gravidez.

Para promover essa detecção precoce, Suchita estuda a placenta, o órgão que cresce no útero dos mamíferos gestantes para nutrir o feto. Esse desenvolvimento só ocorre se o sistema imunitário funcionar correctamente. Quando a investigadora alterou esse sistema em ratos, os vasos sanguíneos vitais (visíveis a vermelho nas extremidades dos fragmentos um a cinco, em baixo) tornaram-se anormais (fragmentos seis a nove).

“A gravidez é um processo tão bizarro e maravilhoso”, diz Suchita. “Se pudermos perceber melhor o funcionamento do sistema imunitário nesse período, poderemos perguntar por que razão não funciona na pré-eclâmpsia.”

Coloridos para mostrar alterações na sua estrutura, fragmentos de placentas de ratos oferecem pistas para detectar a pré-eclâmpsia. Fotografia (composta por múltiplas imagens): Suchita Nadkarni, Instituto De Investigação William Harvey, Universidade Queen Mary De Londres; Neil Dufton

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