A actividade eléctrica no interior de uma nuvem de cinzas do vulcão Sakurajima, no Japão, criou raios.

O céu estava azul, sem nuvens de tempestade à vista. No entanto, os raios caíam continuamente. Plumas de cinzas foram projectadas pelo vulcão islandês Eyjafjallajökull em Abril de 2010. Temendo riscos para a segurança dos passageiros, as companhias aéreas cancelaram centenas de voos, desencadeando cerca de 1,3 mil milhões de euros de perdas. Quando a cinza assentou, surgiu uma questão: como se podem evitar novos problemas destes no futuro?

O vulcanólogo Corrado Cimarelli desenvolveu uma experiência, criando relâmpagos vulcânicos em laboratório.
A sua equipa replicou os flashes que ocorrem no início de uma erupção, perto da cratera. Ao contrário dos raios das tempestades, o raio vulcânico é causado por descargas eléctricas provocadas pela interacção de partículas de cinza muito pequenas.
Os resultados mostraram que a frequência das descargas e o momento em que ocorrem durante uma erupção revelam informações importantes sobre a pluma de cinzas no que se refere à sua massa, concentração e velocidade. Fora do laboratório, Corrado estudou os raios em colunas de cinza em vulcões do Japão e Itália.

“É difícil estudar  a pluma porque as crateras onde a cinza tem origem são inacessíveis e perigosas”, explica Corrado.
“É por isso que os sinais electromagnéticos emitidos durante as descargas são tão importantes.” Antenas especiais podem detectar esses sinais de alta frequência a partir de locais remotos seguros, fornecendo informação antecipada sobre a formação de plumas de cinza, mesmo antes de as descargas se tornarem visíveis. O investigador espera que as antenas sejam instaladas junto de vulcões activos próximos de corredores aéreos com grande actividade, como no Alasca, nas ilhas Aleutas ou na Islândia.

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