A caça aos Pokémon pode despertar as crianças para a realidade útil

Em 2016, muitos pais ficaram radiantes quando constataram que os filhos abandonavam o sofá para correrem na rua à caça de criaturas imaginárias.

Texto Nina Strochlic Fotografia Mike McGregor Ilustração Niantic, Inc.

Uma menina persegue o Pokémon Weepinbell.

No entanto, as crianças continuavam agarradas a dispositivos digitais: usavam uma aplicação de realidade aumentada (RA), que integra imagens virtuais no ambiente do utilizador, transformando o mundo real num safari de Pokémon Go.
A capacidade de cativar as crianças fez da RA uma ferramenta poderosa para a educação. A tecnologia pode permitir que os alunos sintam os efeitos das alterações climáticas e testemunhem eventos históricos. Pode até ajudá-los com os trabalhos de casa.
Alguns investigadores defendem que o tempo despendido pelas crianças em frente de ecrãs pode afectar os seus cérebros, as suas capacidades cognitivas e desencadear problemas comportamentais. Ao contrário de outras aplicações digitais, porém, “a principal actividade na RA é a interacção com o mundo real”, explica Chris Dede, professor de tecnologias de aprendizagem em Harvard.
Chris antecipa um futuro onde as aulas serão combinadas com cenários de realidade virtual: aulas de economia num cenário de centro comercial ou de biologia num zoológico. E os investidores antecipam receitas financeiras substanciais.

Agarra-os a todos

Um mês após o lançamento, a aplicação Pokémon bateu 5 recordes mundiais de venda de jogos para dispositivos móveis.

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