No início do século XVII, os portos atlânticos e mediterrâneos da Península Ibérica fervilhavam de actividade. Os descarregamentos e carregamentos nos mais diversos tipos de embarcações eram incessantes e sintomáticos de um dos primeiros impérios globais. Um vaivém de gente das mais díspares proveniências acorria às cidades costeiras e é numa destas cidades que a nossa narrativa começa – Huelva, no Sul de Espanha. Era ali que vivia um alegado contrabandista.

Há dias em que parece não valer a pena. Este pensamento não sai da mente dos dez ocupantes das duas pequenas embarcações de pouco menos de seis metros que navegam nas águas perto de Vestmannaeyjar. Para a maioria dos residentes no hemisfério norte, este dia 2 de Agosto é um dia de sol e praia – o Verão está no auge. Na Islândia, a caminho do arquipélago onde normalmente decorrem os trabalhos de campo nesta estação do ano, ninguém imagina espreguiçadeiras nem banhos de mar.

Gemina Garland-Lewis

Bióloga, fotógrafa, etnógrafa e Jovem Exploradora da National Geographic Society (NGS), a norte-americana Gemina Garland-Lewis dedicou-se à investigação da percepção sobre a baleação e os cetáceos em sete países diferentes. Durante o ano de 2012, a sua investigação levou-a aos Açores, num projecto financiado pela NGS.

Ricardo Araújo e Rui Castanhinha

“Os espíritos estão inquietos, é preciso ter cuidado!”. Ao cair da noite, depois de regressarmos à aldeia, algo derrubou os fósseis que ficaram no campo envolvidos em casacos de gesso. Voltámos à província do Lago para estudar fósseis com mais de 250 milhões de anos, mas primeiro, há que acalmar os nossos antepassados. Não podemos revolver a terra sem prestar tributo a quem já partiu. Esse respeito obriga a uma cerimónia em sua honra.

Louis Jacobs

São 6h15 da manhã. Abrem-se as portas do 747 e somos mergulhados numa cortina de um ar espesso e quente. “Ponham o repelente, rapazes... Chegámos!”, grita alguém. Uma nuvem de mosquitos atraídos pelas luzes cerca-nos em poucos minutos enquanto aguardamos as formalidades alfandegárias. Três investigadores portugueses e outros tantos americanos procuram insistentemente os colegas angolanos que os receberão à porta do Aeroporto 4 de Fevereiro. É do lado de lá que o geólogo angolano André Buta Neto, da Universidade Agostinho Neto, grita: “Bem-vindos a Angola.”

Agostinho Antunes

Não é comum começar a investigar sete espécies e terminar com oito, mas foi o que aconteceu com Agostinho Antunes, geneticista do Departamento de Química da Universidade do Porto e bolseiro da National Geographic Portugal. A equipa coordenada por Agostinho Antunes recolheu amostras das sete espécies de pangolins documentadas no mundo - do pangolim-indiano ao pangolim-do-cabo, passando pelo pangolim-chinês, o pangolim-de-cauda-longa, o pangolim-gigante, o pangolim-arborícola e o pangolim-malaio. Foi precisamente o estudo desta última espécie (Manis javanica) que intrigou o investigador português, que trabalhara anteriormente no Laboratório de Diversidade Genómica do Instituto Nacional do Cancro, em Maryland (EUA).

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