A sua foto Fevereiro 2016

 

Luís Borges, de Braga, sabia que a freguesia de Bemposta, no concelho de Mogadouro, realizava uma festa pagã do solstício de Inverno que fora assimilada pelo catolicismo, todos os anos nos dias 26 de Dezembro e 1 de Janeiro e cuja lenda local reporta que o diabo quis sobrepor a sua autoridade à de Deus e foi punido com uma vida de esmola. E o autor para lá se dirigiu propositadamente. À chegada, deparou-se com um chocalheiro, em descanso junto de uma encruzilhada. “Era o diabo com a sua máscara e mangão envolvido por uma serpente”, conta. Lenda ou não, o certo é que o autor está de parabéns por este momento!

A história desta fotografia remonta à década de 1980, quando o avô do fotógrafo, Nuno Xavier Moreira, de São Mamede de Infesta, trabalhava nas antigas minas de carvão de Pejão, em Castelo de Paiva. Nuno Moreira nunca visitara o espaço nestas três décadas, até que, vencida a curiosidade, resolveu penetrar pela primeira vez naquele espaço privado, tentando imaginar a vida difícil dos mineiros no interior das entranhas da Terra. Mas o que lhe prendeu a atenção foi um morcego-de-ferradura-pequeno. Não hesitou e captou esta fotografia memorável do pequeno guardião da mina.

Francisco Santos, de Beringel, encontrava-se na apelativa lagoa dos Patos, no concelho de Alvito, quando se apercebeu de uma invulgar concentração de aves que, de vez em quando, sobrevoavam a lagoa em voo rasante. Surpreendido, alinhou a máquina e começou a disparar. “Tentei a minha sorte e acompanhei uma gaivota em direcção à água, tirando várias fotos”, conta. Mas o resultado final foi ainda mais surpreendente, conforme confessa: “Ao visualizar os registos obtidos, verifiquei que tinha captado um momento mágico."

Filipe Silva, de Santarém, é o autor da quarta imagem seleccionada para a nossa edição de Fevereiro. O castelo de Almourol é um dos mais belos e cénicos de Portugal. O fotógrafo queria mostrar a incidência dos primeiros raios de Sol sobre o emblemático monumento. Era o último dia do ano e a meteorologia “conspirou” para criar um ambiente frio e enevoado diferente do que o fotógrafo imaginara. O resultado foi este assombroso registo de um castelo esquecido e envolvido pela bruma.

 

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