Numa reunião científica, um arqueólogo britânico levantou uma questão que começou por ser trivializada – poderia o túmulo de Nefertiti esconder-se num compartimento secreto daquele que nos habituámos a conhecer como o túmulo de Tutankhamon. A hipótese vai mesmo ser testada. Será desta que se descobrirá o túmulo mais desejado da egiptologia. 

Em Sines, acompanhámos uma escavação invulgar – um achado surpreendente leva os especialistas a ponderar o papel da cidade no tráfico atlântico de escravos.

Na nossa série sobre alimentação, lançamos o debate sobre a comida que produzimos e rejeitamos – o desperdício pode ser invocado por prazos de validade apertados, formatos invulgares de fruta e legumes ou doses demasiado vastas em restaurantes e supermercados, mas constitui uma batalha decisiva deste século.

Visitámos igualmente as Seychelles em busca de criaturas invulgares. As áreas marinhas protegidas do arquipélago provocaram uma explosão de vida e esperança.

Um fotógrafo voltou ao Japão e interrogou os sobreviventes do desastre de Fukushima: como se recupera de um tsunami? O resultado é um projecto artístico notável.

Por fim, olhámos para o mundo dos abutres e para a sua capacidade de regeneração dos ecossistemas. Depois de ver as fotografias desta reportagem, não voltará a olhar para estas aves da mesma maneira.

 

 

 

Em Novembro, a cerca de um mês da Conferência sobre o Clima de Paris, na qual depositamos fundadas esperanças de um pacote de medidas capazes de mitigar o efeito das alterações climáticas, dedicámos toda a revista ao problema climático mundial.
Aprofundamos o diagnóstico sobre o que nos espera, representado por estudos de caso dramáticos como a Gronelândia e Kiribati. Mostramos soluções em curso no planeta, como a revolução renovável na Alemanha e a implementação de soluções solares de baixo custo na Índia. Numa frase, lançamos o debate.
«O romancista E. L. Doctorow descreveu certa vez o seu processo de escrita da seguinte forma: 'É como guiar um carro de noite. Não se consegue ver mais longe do que a luz projectada pelos faróis, mas pode fazer-se a viagem inteira assim.' Para resolver o problema das alterações climáticas vai ser necessário um improviso deste género. Não precisamos de avistar à partida todo o percurso para alcançar um final feliz, mas temos de acreditar que é possível chegar lá.»

 

 

 

 

 

 

Em Setembro tentámos perceber como cicatrizaram as feridas de guerra do Laos, país que entre 1964 e 1973, numa guerra secreta, foi atingido por mais de dois milhões de toneladas de bombas. O mesmo repórter que divulgou então ao mundo a participação norte-americana no processo regressou agora ao Laos e conta-nos o que viu.

A nossa equipa de jornalismo de investigação montou também uma operação para penetrar no tráfico de marfim. Duas presas falsas, com um dispositivo de monitorização no interior, foram ardilosamente inseridas na rota do marfim. As suas movimentações revelam muito sobre o trágico comércio ilegal de presas e a ameaça que este coloca à sobrevivência dos elefantes.

No Peru, descobrimos uma comunidade que repete técnicas e rituais do tempo dos incas e constrói todos os anos uma ponte de corda.

Em Madagáscar, descobrimos camaleões incríveis e tentámos que eles nos "contassem" os segredos da sua brilhante camuflagem.

Em Portugal, acompanhámos um projecto da Universidade de Évora para aplicar a ciência moderna a várias iluminuras da Biblioteca Pública de Évora. E assim se descobriu um manuscrito que deveria ter sido terminado por um rei, mas que ainda foi alterado por um copista.

 

 

 

Na edição de Dezembro mostramos-lhe a nova Nova Iorque, cidade em plena revolução urbanística. Até final da década, nascerão várias dezenas de arranha-céus na cidade, prometendo modificar por completo a configuração que nos habituámos a ver em filmes e séries. A cidade que nunca dorme está a mudar.
Em Portugal, acompanhámos a escavação arqueológica de um navio afundado perto do Bugio. Parcialmente financiada pela National Geographic Society, esta campanha envolveu a equipa dos especialistas Jorge Freire, Augusto Salgado e Jorge Russo e desvendou um mistério com oito décadas. Pode um navio ter uma história comovente para contar?
Os esforços de conservação modernos em países como a Índia têm de ponderar o impacte humano nas hipóteses de sobrevivência de uma espécie. O programa de protecção do leopardo tem de levar mais longe esse esforço, pois há predadores felinos nas imediações de cidades com milhões de habitantes.
Viajámos também até à floresta tropical das Honduras. Num ambiente onde o próprio Indiana Jones teria dificuldades, uma equipa de arqueólogos descobriu os vestígios da mítica Cidade Branca. É um projecto com a marca de água da National Geographic. Entre salteadores, doenças e tempestades, mostramos-lhe o que nunca viu.
O paladar humano não é uniforme. Para alguns indivíduos, há sabores demasiado intensos e outros intragáveis. Até que ponto se pode educar o paladar? E como funciona o processo fisiológico de prova de alimentos? – é mais um dossier sobre o futuro da alimentação do planeta. Afinal, nós somos o que comemos!
Terminamos a edição com um ensaio de um fotógrafo russo que procurou os vestígios arquitectónicos do império soviético, mais de duas décadas depois do colapso da URSS. 

 

 

 

 

Em Outubro, a árvore da família humana ganha um novo ramo. Apresentamos um novo membro do nosso género, tornado palpável pela descoberta de centenas de ossos fossilizados. A equipa científica que o descobriu designou-o por Homo naledi. E a sua anatomia encerra diversas surpresas.

Uma história mais próxima pode ser contada no coração da cidade do Porto e também envolve ossos antigos. Numa cripta da Igreja dos Clérigos, a investigação arqueológica e antropológica procura tirar a limpo um mistério com duzentos anos.

Este mês, tentamos ainda perceber, e explicar, como funciona o vírus do Ébola cuja característica mais desconcertante é a capacidade de desaparecer durante anos para surgir quando menos se espera. Todas as epidemias conhecidas até hoje foram esporádicas e os cientistas afadigam-se na tentativa de perceber onde e como se esconde esta temível ameaça.

O Afeganistão está no centro das atenções e desta feita por uma boa razão: Mes Aynak, um vasto complexo budista, localizado a sul de Cabul. Os trabalhos arqueológicos avançam a ritmo acelerado tentando salvar os registos científicos ameaçados pela futura construção de uma enorme mina de exploração de cobre.

Viajámos por fim até à Suécia para descobrir o coração selvagem deste país, a região da Lapónia, uma das maiores zonas prístinas da Europa, cujos montes, lagos e vales de blocos erráticos fascinam e cativam o visitante.

 

 

 

 

 

No ano em que o papa Francisco completa dois anos de pontificado, publicamos uma reportagem exclusiva sobre o lado menos conhecido do sumo-pontífice. Durante seis meses, Dave Yoder, fotógrafo da National Geographic, teve um acesso sem precedentes ao dia-a-dia do papa, acompanhando-o tão proximamente que “...por vezes, temia tropeçar nele ou que ele tropeçasse em mim”. 

De Roma para África, viajámos até ao lago Turkana para retratar a luta do lago ameaçado na actualidade por canais de irrigação e pela construção de uma das maiores barragens do continente africano. Que futuro espera as cerca de 90 mil pessoas cujas tradições, cultura e sustento dependem do mar de Jade? 

Ainda em África, visitámos o arquipélago dos Bijagós, a jóia da coroa da Guiné-Bissau que se candidata pela segunda vez à classificação como Património Mundial da UNESCO, numa tentativa de proteger um ecossistema singular. 

Do Nepal, chega a história das deusas vivas: as kumaris, meninas da etnia newar, com um reinado breve e cujo regresso à vida terrena é por vezes doloroso.

Por fim, abordamos a taxidermia, arte fundamental no século passado para a promoção da defesa da vida selvagem, mas que busca hoje uma função concreta. 

 

 

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